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Filho de ex-presidente da Bolívia é preso em cerco policial

Prisão ocorre enquanto investigadores vasculham rombo financeiro e suspeitas de lavagem de dinheiro contra o clã de Luis Arce

Luis Arce Bolívia
O ex-presidente da Bolívia, Luis Arce, durante um pronunciamento | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Polícia da Bolívia capturou Marcelo Arce Mosqueira nesta quarta-feira, 18, em uma operação marcada por tensão e perseguição automobilística pelas ruas de Santa Cruz. O homem, de 33 anos, descendente do antigo mandatário Luis Arce, tentou escapar do cerco das autoridades antes de receber voz de prisão. O Ministério do Interior confirmou que a detenção integra uma ofensiva jurídica contra o círculo familiar do ex-governante, que inclui também seus dois herdeiros mais jovens e o próprio ex-chefe de Estado.

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O Ministério Público sustenta que o grupo familiar participou de esquemas de lavagem de dinheiro e provocou prejuízos severos ao patrimônio público. Segundo informações divulgadas pela agência AFP, o ex-presidente Luis Arce já cumpre pena em um presídio de La Paz desde o encerramento do ano passado. Ele responde por desvios de conduta na época em que geria a pasta da Economia sob o comando de Evo Morales, além de ser alvo de apurações sobre desvios no Fundo Indígena.

A queda do clã Arce coincide com a transição ideológica no país vizinho. Rodrigo Paz assumiu o comando da nação em novembro de 2025, encerrando duas décadas de hegemonia da esquerda e herdando a pior retração econômica dos últimos 40 anos. O governo atual atribui o colapso financeiro à política de subsídios desenfreados aos combustíveis, que exauriu as reservas internacionais da Bolívia e disparou o custo de vida para patamares alarmantes.

O ministro do Interior, Marco Antonio Oviedo, ressaltou que a investigação sobre o dano financeiro ao Erário avança sem distinção de nomes ou cargos. Enquanto o ex-presidente e seu filho enfrentam a Justiça, a nova gestão de direita tenta implantar um modelo econômico voltado à desburocratização e ao corte de impostos. O desfecho da perseguição em Santa Cruz simboliza o fim de um ciclo político marcado por rachas internos na esquerda e acusações graves de corrupção sistêmica que agora alcançam a segunda geração da família Arce.

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