publicidade
Mundo

França envia caças Mirage para reforçar defesa da Ucrânia

Medida tem o objetivo de auxiliar o país contra a invasão russa, que já dura mais de mil dias

Caça sul-coreano disparou bombas em área civil | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Caça sul-coreano disparou bombas em área civil | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Os primeiros caças Mirage 2000 fornecidos pela França chegaram à Ucrânia nesta quinta-feira, 6, com o objetivo de reforçar a defesa contra a invasão russa. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa da França, Sébastien Lecornu.

A entrega aconteceu depois do anúncio feito em 6 de junho do ano passado pelo presidente Emmanuel Macron, marcando um avanço significativo no apoio militar francês ao país do Leste Europeu.

Receba nossas atualizações

Lecornu não especificou a quantidade ou os modelos das aeronaves enviadas, mas a chegada dos caças representa uma surpresa positiva para o governo de Volodymyr Zelensky, que vinha solicitando mais apoio militar.

Ucrânia busca reforço aéreo significativo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/X

Assim como os caças F-16 dos Estados Unidos, que começaram a voar em agosto passado, os Mirage são uma adição valiosa, mas não suficientes para mudar o curso da guerra.

A França ainda possui 27 unidades ativas do Mirage 2000-5, além de outros modelos, que estão sendo substituídos pelos mais modernos Rafale.

O presidente Zelensky afirmou que precisa de 130 caças modernos para uma defesa eficaz. A promessa de entrega de F-16 contempla até 95 unidades, mas esse processo pode levar até quatro anos.

Tensões diplomáticas entre França e Rússia

A entrega dos caças aumentou as tensões entre Paris e Moscou. Nesta quinta-feira, o Kremlin expulsou o correspondente do jornal francês Le Monde, a primeira vez desde os anos 1950, em retaliação à negativa da França em conceder visto a um jornalista russo, intensificando o atrito diplomático.

Enquanto isso, a situação na Ucrânia permanece crítica. Um ataque massivo com drones russos causou blecautes em pelo menos oito regiões do país.

Além disso, o país estava em alerta para um possível ataque com o míssil balístico Orechnik, que acabou não se concretizando, sendo um alarme falso.

No leste do país, a Rússia continua a avançar. O Ministério da Defesa russo informou que as forças ucranianas tentaram lançar uma ofensiva a partir do saliente de Kursk, mas sem sucesso.

Enquanto aguardam as possíveis propostas de paz de Donald Trump, que prometeu novidades em uma conferência na Alemanha, as hostilidades entre russos e ucranianos continuam.

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade