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Francisco visitou 65 países em 12 anos de papado

A primeira viagem do pontífice foi ao Rio de Janeiro, em 2013

Papa Francisco
Papa Francisco em Mianmar | Foto: Reprodução/Vatican News

O papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, Argentina, liderou a Igreja Católica de 2013 até sua morte nesta segunda-feira, 21. Em seus 12 anos de papado, o primeiro papa latino-americano e o primeiro jesuíta a ocupar o cargo, visitou 65 países.

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A primeira viagem de Francisco foi em 2013, quando o líder religioso visitou o Rio de Janeiro para a 28ª Jornada Mundial da Juventude. Ele também esteve em localidades onde nenhum papa tinha estado antes: Mianmar, Emirados Árabes Unidos, Macedônia do Norte, Iraque, Bahrein, Sudão do Sul, Mongólia e Timor-Leste.

Ao todo, o pontífice ficou fora de Roma 211 dias, em 48 viagens para 65 localidades. O elevado número de visitas não supera o do papa João Paulo II, que visitou 129 países.

A morte do papa foi anunciada pelo Vaticano às 7h35 (horário local) desta segunda-feira, 21.

A trajetória do papa Francisco

Desde sua eleição em 13 de março de 2013, Francisco buscou uma abordagem mais aberta e inclusiva, com o objetivo de tornar a Igreja mais próxima dos fiéis e relevante no mundo contemporâneo. Foi considerado como um papa progressista, especialmente por se aproximar de grupos LGBT+. Disse que “a homossexualidade não é crime” e promoveu um diálogo aberto com ateus e agnósticos.

Em 2015, publicou a primeira encíclica papal dedicada ao meio ambiente, destacando a importância da sustentabilidade. Ele defendeu a participação dos leigos na vida da Igreja e promoveu a inclusão de mulheres em papéis significativos, nomeando a primeira mulher para chefiar um departamento no Vaticano.

+ Morre o papa Francisco, aos 88 anos

Em questões de direitos humanos, ele manteve a tradição católica de zelar pelos cuidados aos mais pobres, mas com um enfoque maior em desigualdades sociais.

Em sua liderança, Francisco criticou abertamente os abusos sexuais na Igreja, estabelecendo a Comissão para a Tutela de Menores e abolindo o segredo pontifício em casos de violência e abuso sexual. Sua postura firme visava a aumentar a transparência e a responsabilidade dentro da instituição.

Ele também foi um defensor dos imigrantes e cobrou os governos para receberem e tratarem pessoas vindas de outros países com dignidade e respeito.

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1 comentário
  1. Bibliófilo

    Jamais visitou sua terra natal, a Argentina. Por quê?

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