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Fundação Wexner rompe com a Universidade Havard por falta de repúdio ao Hamas

Grupos de estudantes chegaram a declarar Israel ‘completamente responsável’ pela guerra

Leslie Wexner
Depois de doar milhões de dólares há décadas, a Fundação Wexner, do bilionário Leslie Wexner, deixou de financiar a Universidade de Harvard pela falta de apoio a Israel | Foto: Reprodução/ Wikipedia

A Fundação Wexner anunciou na segunda-feira 16 que deixará de financiar a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O motivo é a fraca resposta às atrocidades cometidas pelos terroristas do Hamas contra civis israelenses.

Organização sem fins lucrativos criada pelo bilionário Leslie Wexner, dono da marca de lingerie Victoria’s Secret, a fundação tem como objetivo desenvolver “líderes” da comunidade judaica de Israel.

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Em comunicado, a entidade acusou Harvard de marginalizar de forma progressiva os estudantes judeus.

A Fundação Wexner escreveu ao conselho de administração da universidade norte-americana para “encerrar formalmente o seu apoio financeiro” depois de a escola não ter condenado uma declaração de 34 grupos estudantis que consideravam Israel “totalmente responsável” pelos conflitos contra o Hamas.

“Estamos atordoados e enojados com o terrível fracasso da liderança de Harvard em assumir uma posição clara e inequívoca contra os assassinatos bárbaros de civis israelenses inocentes”, escreveu a fundação.

Segundo a Fundação Wexner, a declaração dos grupos de estudantes deixou os alunos israelenses de Harvard se sentindo “abandonados”, sem apoio.

“A liderança da universidade foi, de fato equivocada, e nós, como o ex-presidente de Harvard Larry Summers não podemos compreender o fracasso da administração em desassociar a universidade e condenar a declaração rapidamente”, ressaltou a entidade.

“Nossos valores fundamentais e os de Harvard não estão mais alinhados.”

Em resposta à carta, um porta-voz da universidade disse à CNN que Harvard era grata “à Fundação Wexner pelo seu apoio de longa data às bolsas de estudo para estudantes”.

Harvard também perde apoio de Idan Ofer

A Fundação Wexner doava havia décadas milhões de dólares a Harvard. Assim como a entidade, outros doadores retiraram seu apoio financeiro às universidades dos Estados Unidos por entenderem que as instituições não expressaram apoio suficiente a Israel.

O investidor Ken Griffin, dono de uma das maiores empresas de investimentos internacionais dos Estados Unidos, a Citadel, revelou que pressionou Harvard para denunciar os responsáveis pela declaração dos grupos estudantis.

A universidade também perdeu o apoio financeiro de Idan Ofer, o homem mais rico de Israel, e de sua esposa, Batia. Eles renunciaram a seus cargos no conselho da instituição, depois da declaração dos estudantes.

Idan Ofer
O bilionário Idan Ofer também deixou de apoiar Harvard e se retirou do conselho da universidade por repúdio à declaração de grupos de estudantes que consideraram Israel “totalmente responsável” pelos conflitos contra o Hamas | Foto: Reprodução/ Wikipedia

Em comunicado enviado à CNN, o casal disse que “a fé na liderança da universidade foi quebrada”.

Segundo o casal, a decisão de deixar o conselho ocorreu depois da “falta de provas claras de apoio da liderança da universidade ao povo de Israel após os trágicos acontecimentos da semana passada, junto com a sua aparente relutância em reconhecer o Hamas pelo que é, uma organização terrorista”.

Ofer e sua esposa faziam parte do conselho executivo da Kennedy School of Government, de Harvard.

O casal financiou bolsas de estudos para alunos israelenses e palestinos conseguirem estudar na universidade. Um prédio com o nome do bilionário foi inaugurado no campus em 2017.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Daqui a pouco Harvard vai pedir arrego.
    Eles nunca tiveram aulas práticas de como passar o pires…

  2. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Pois é Ana Paula. Como falamos dias atrás, está aí uma resposta adequada. OUtras universidades perderão patrocinadores. Estamos na torcida para que a Globo perca contratos, pois que a gente saiba existem grandes empresas com participação judaica nos horários nobres da emissora. E as palestras de ministros nazistas também deverão perder patrocinios milionários. A resistência tem que ser ágil e rápida, bem estruturada para enfrentar os ataques mortais de terroristas e seus fãs espalhados na América Latina e Brasil.

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