Com ventos que já ultrapassam a marca de 250 km/h, o furacão Melissa, classificado como categoria 5, avança lentamente pelo Caribe e preocupa autoridades na Jamaica e no Haiti.
A previsão indica chuvas intensas e risco elevado de enchentes e deslizamentos em áreas montanhosas, especialmente a partir desta segunda-feira, 27.
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O deslocamento quase parado do furacão aumenta a ameaça, já que o acúmulo de chuva em regiões restritas potencializa inundações graves.
Segundo Phil Klotzbach, pesquisador da Universidade Estadual do Colorado, “o sistema ficou parado entre duas áreas de alta pressão, o que enfraqueceu os ventos que, geralmente, empurram as tempestades”.
Videos satelitales muestran al huracán Melissa fortaleciéndose mientras se dirige a Jamaica y otras partes del Caribe como una tormenta de categoría 5. Los meteorólogos predicen inundaciones catastróficas y llaman a los habitantes a buscar refugio.
— NMás (@nmas) October 27, 2025
Video: AFP Fuente: CSU/CIRA y… pic.twitter.com/lCWfIsEtfl
Chuvas intensas e mudanças na trajetória preocupam autoridades
Em algumas localidades, meteorologistas projetam até 75 centímetros de precipitação, cenário agravado pelo relevo montanhoso.
O diretor do serviço meteorológico da Jamaica, Evan Thompson, anunciou que “há uma pequena mudança na trajetória, levando o centro do furacão mais para o oeste, próximo a Manchester”, e que os ventos intensos já são sentidos.
Desde sábado 25, o Centro Nacional de Furacões dos EUA alertou para a intensificação rápida do sistema.
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Melissa passou de tempestade tropical a furacão em poucas horas, alcançando categoria 4 na manhã deste domingo 26, com expectativa de chegar à Jamaica ainda mais forte na terça-feira, 28.
O histórico recente de furacões devastadores na região reforça a preocupação. Em 2019, o furacão Dorian devastou as Bahamas ao ficar praticamente imóvel.
Outros exemplos incluem Florence, em 2018, e Harvey, em 2017, com volumes recordes de chuva.
Danos causados pelo furacão Melissa
No Haiti, as autoridades confirmaram pelo menos três mortes e 15 feridos. Um deslizamento em Fontamara — subúrbio da capital, Porto Príncipe — matou duas pessoas, e um idoso faleceu em Marigot — capital da parte francesa da Ilha de São Martinho — ao ser atingido por uma árvore.
Ao menos 2 mil pessoas estão abrigadas no sul do país. Em Les Cayes, casas e escolas foram novamente evacuadas.
Na República Dominicana, as autoridades retiraram quase 4 mil pessoas das áreas de risco, e quatro províncias entraram em alerta máximo, informou o general Juan Manuel Méndez, chefe do Centro de Operações de Emergência.
O furacão já causou ao menos quatro mortes, e as equipes de emergência enfrentam dificuldades para acessar comunidades controladas por grupos armados.
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O Programa Mundial de Alimentos da ONU distribuiu R$ 4,5 milhões em auxílio emergencial a 9,5 mil famílias haitianas e também prestou apoio a 4 mil famílias na República Dominicana, além de posicionar alimentos em Cuba para atender até 275 mil pessoas.
Em Cuba, o governo antecipou ações de limpeza e evacuação, enquanto seis províncias permanecem sob alerta de furacão.
Na Jamaica, comitês de gerenciamento de desastres estão em alerta e parte da população já demonstra apreensão.
“Percebo um nível de pânico”, afirmou o prefeito de Spanish Town, Norman Scott. “Supermercados, mercearias e postos de gasolina estão lotados; muitos estão fazendo estoques de emergência.”
Precedentes e alertas
As previsões revelam que Melissa atingirá a Jamaica como furacão de categoria 4 ou 5, com potencial destrutivo comparável a eventos históricos.
O furacão Gilbert, em 1988, desalojou cerca de 500 mil pessoas, matou 45 e danificou sistemas de água e energia. Outros furacões significativos incluem Beryl, em 2024; Dean, em 2007; e Ivan, em 2004, todos com prejuízos acima de R$ 1 bilhão e dezenas de mortes.
Nem sempre a força dos ventos define o impacto. O tamanho da tempestade, como ocorreu com Sandy em 2012, pode gerar chuva extrema e prejuízos elevados, mesmo em categorias inferiores. Sandy, por exemplo, causou três mortes e R$ 500 milhões em danos, com 71 cm de chuva.
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O Centro Nacional de Furacões reitera que ventos são apenas um dos quatro principais perigos dos ciclones tropicais, ao lado de chuvas intensas, tempestades costeiras e tornados.
Nos Estados Unidos, a base de Guantánamo iniciou evacuação de mil pessoas, incluindo militares e familiares, como medida preventiva.
Voos comerciais e um avião cargueiro C-17 estão sendo utilizados para transferir os grupos para a Flórida, informou o capitão da Marinha John Fage.
Categorias dos furacões
As categorias de furacão são definidas pela velocidade dos ventos. Categoria 1 tem ventos entre 119 km/h e 153 km/h, enquanto categoria 5 ocorre acima de 252 km/h, quando os danos podem ser catastróficos e o restabelecimento de energia pode demorar meses.
Tempestades tropicais, mesmo sem atingir status de furacão, podem causar estragos graves.









































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