publicidade
Mundo

Futebol: Infantino quer Rússia de volta e blinda Copa de 2026

Presidente da Fifa critica exclusão de atletas russos e se posiciona contra possíveis boicotes

Gianni Infantino, presidente da Fifa
Gianni Infantino, presidente da Fifa | Foto: Divulgação/Fifa

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a reintegração da Rússia e de seus clubes às competições internacionais de futebol. Em entrevista ao canal britânico Sky News, o dirigente afirmou que a exclusão — em vigor desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022 — apenas gera frustração e ódio. A posição de Infantino ocorre logo depois de o Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendar a participação de equipes russas em torneios juvenis.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

Gianni Infantino sustenta que o esporte não deve punir nações por causa de atos de seus líderes políticos. O dirigente sugeriu que a Fifa modifique suas regras para impedir o banimento de qualquer país no futuro. “Deveríamos ter considerado a reintegração da Rússia há muito tempo”, declarou. Enquanto o Kremlin e a Federação de Futebol da Rússia celebraram as palavras, o governo ucraniano reagiu com indignação.

O ministro dos Esportes da Ucrânia, Matvii Bydnyi, classificou as declarações de Infantino como irresponsáveis. O governo ucraniano afirma que os símbolos russos não possuem espaço em competições internacionais enquanto o Exército de Moscou continuar matando civis. O chefe da diplomacia ucraniana, Andriy Sybiga, lembrou que a guerra já vitimou 679 crianças no país, impedindo-as de praticar o esporte.

Infantino critica possibilidade de boicotes ao futebol na Copa

Além da questão russa, Gianni Infantino condenou a possibilidade de boicotes à Copa do Mundo de 2026 por motivos políticos. O dirigente reagiu aos apelos de líderes europeus, especialmente da Alemanha, que sugeriram evitar o torneio nos Estados Unidos como resposta às tensões comerciais e diplomáticas com Donald Trump. A análise de Infantino aponta a ineficácia de sanções esportivas para resolver conflitos de Estado.

O presidente da Fifa questionou a lógica de interromper o futebol enquanto as relações comerciais entre Reino Unido e Estados Unidos permanecem intactas. Para Gianni Infantino, o mundo precisa de ocasiões para reunir as pessoas em torno da paixão pelo esporte. Ele afirma que proibições e boicotes apenas aprofundam as divisões globais. A Copa do Mundo de 2026 ocorrerá entre junho e julho, com sedes divididas entre Canadá, México e o território norte-americano.

Leia também: “Trump recebe primeiro Prêmio da Paz da Fifa”

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade