O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, decidiu deixar o governo na terça-feira 21, às vésperas das eleições legislativas no país. O gabinete do presidente Javier Milei divulgou a informação nesta quinta-feira, 23.
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“O presidente Javier G. Milei agradece ao sr. Werthein pelos serviços prestados e por ter sido uma parte essencial, no Ministério da Economia e na Embaixada da Argentina em Washington, do maior acordo bilateral da história do nosso país com os Estados Unidos”, diz trecho do comunicado oficial.
A saída do chanceler já era cogitada pela imprensa local. No entanto, a expectativa era que ocorresse apenas depois do pleito, marcado para domingo 26. Pablo Quirno, atual secretário de Finanças do governo argentino, vai assumir o cargo.
A pressão sobre Werthein aumentou depois do encontro entre Milei e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Na ocasião, o republicano declarou que só manteria apoio financeiro à Argentina caso o partido La Libertad Avanza saísse vitorioso nas eleições. A fala gerou críticas e desconforto dentro da diplomacia argentina.
Milei corta gastos e comprime a máquina pública
A gestão Milei chega às urnas em meio a um cenário complexo. De um lado, há sinais de recuperação econômica: a inflação anual caiu de 289,4% em abril de 2024 para 31,8% em setembro de 2025. Do outro, o governo enfrenta resistência por causa de cortes drásticos em áreas sociais.
Desde que assumiu, em dezembro de 2023, o presidente promoveu uma série de ajustes fiscais. O superávit nas contas públicas veio acompanhado da redução do Estado, do congelamento de recursos e de vetos a leis aprovadas pelo Congresso que previam mais verba para aposentados, universidades e hospitais pediátricos.
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A renúncia do chanceler ocorre em meio a rumores sobre uma reestruturação ministerial. O jornal argentino Clarín mostrou que outro nome sob avaliação é o do ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona.





































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