Governador dos EUA sanciona lei que limita aborto em Oklahoma

O aborto será considerado um crime no estado depois de seis semanas de gestação. A lei já entrou em vigor
-Publicidade-
Kevin Stitt segurando o projeto de lei que limita aborto em Oklahoma
Kevin Stitt segurando o projeto de lei que limita aborto em Oklahoma | Foto: Reprodução/Twitter

O governador do estado americano do Oklahoma, Kevin Stitt, assinou uma lei na terça-feira (4) que proíbe abortos depois de seis semanas de gestação. A decisão acontece um dia após vazar o documento da Suprema Corte dos Estados Unidos que planeja restringir o aborto no país.

O projeto de lei entrou em vigor imediatamente após a assinatura de Kevin Stitt, do Partido Republicano. De acordo com a advogada do Centro de Direitos Reprodutivos de Nova York, Rabia Muqaddam, os serviços de aborto em Oklahoma estarão “praticamente indisponíveis” depois das seis semanas de gestação, afirmou para o The Washington Post. 

Através das redes sociais, o governador comemorou a iniciativa: “Quero que Oklahoma seja o estado mais pró-vida do país porque represento todos os quatro milhões de habitantes de que querem proteger os não nascidos.”

-Publicidade-

Na nova lei sancionada, ocorrências de emergência médica podem receber autorização para o aborto. Casos de estupro ou incesto não estão incluídos. 

“Direito sem raízes na história”

Manifestações a favor e contra o aborto tomaram conta dos EUA depois que um documento da Suprema Corte dos Estados Unidos vazou na segunda-feira (2). Trata-se de um rascunho do relatório do juiz conservador Samuel Alito que tem como objetivo limitar o direito no país. 

Anotações sugerem que o material circulou entre os membros da Corte em 10 de fevereiro. Segundo o site Politico, que publicou o documento, o texto foi escrito para servir de voto para um caso do Mississippi, onde há um projeto para impedir abortos após 15 semanas.

“É a hora de prestarmos atenção à Constituição e devolvermos o tema aos representantes eleitos do povo”, argumentou Samuel Alito. “A conclusão inescapável é que o direito ao aborto não tem raízes firmes na história e nas tradições da nação.”

De acordo com John Roberts, chefe da Suprema Corte dos EUA, apesar de o rascunho ser verdadeiro, não se trata da versão final do voto dos juízes. O tribunal deve abrir uma investigação para descobrir quem vazou o documento.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

4 comentários Ver comentários

  1. As pessoas naturais estão ganhando a batalha contra o infanticídio.

    Seguem o ensinamento de Jesus:

    Não façais aos outros, aquilo que não deseja para si próprio

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.