O governo dos Estados Unidos importou US$ 585 milhões em produtos de Cuba em 2024, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. O embargo norte-americano à ilha não restringe o comércio de alimentos, medicamentos nem bens humanitários livremente, explicou o perfil oficial do Departamento de Estado dos EUA em português nesta quarta-feira, 22.
Há décadas imersa em uma ditadura comunista, Cuba tem menos pessoas a cada ano. Dados da Organização das Nações Unidas mostram que o declínio começou em 2013 e não há perspectivas do fim da queda. Nos últimos 13 anos, a população da ilha ficou 3% menor.
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Um levantamento do Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH) divulgado em setembro revelou que a maioria absoluta dos cubanos enfrenta condições extremas de pobreza. O estudo, baseado em mais de 1,3 mil entrevistas em todas as províncias da ilha, mostra a distância entre a dura realidade da população e o discurso oficial do governo.
O cotidiano no país, segundo o documento, é marcado por falta de luz, crise alimentar, inflação, salários insuficientes e dificuldades no acesso à saúde pública, fatores que, segundo o OCDH, afetam milhões de pessoas.
“Os apagões, a crise alimentar, o custo de vida, os baixos salários e a ineficaz saúde pública golpeiam a milhões de cubanos”, diz o relatório. “Eles veem sua vida passar entre a negação dos problemas e o eterno culpar a outros por parte das autoridades.”
Cuba vive crise energética
Cuba teve cinco apagões gerais em menos de um ano. O último aconteceu em setembro. Interrupções no fornecimento elétrico são frequentes na ilha, onde cidades enfrentam períodos em que a energia fica disponível somente por três horas diárias. O país enfrenta uma crise energética acentuada por termelétricas antigas, geradores defasados e escassez de combustível, além de uma infraestrutura degradada.
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