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Governo sul-coreano evacua regiões depois de 'provocação' da Coreia do Norte

Pyongyang realizou testes na região, com disparos de 200 mísseis

Coreia do Norte
O ditador Kim Jong-un ameaça avançar em conflito contra a Coreia do Sul | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Coreia do Sul afirma que a Coreia do Norte disparou 200 projéteis nas águas ao norte da tensa fronteira marítima entre os rivais nesta sexta-feira, 5, violando um acordo militar de 2018. Seul considerou os exercícios norte-coreanos uma provocação, embora não tenha sofrido nenhum dano, e ordenou a retirada de civis de duas de suas ilhas.

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“Os militares norte-coreanos dispararam cerca de 200 projéteis hoje, das 9h às 11h, nas áreas de Jangsan-got, no nordeste da Ilha de Bangnyeong, e nas áreas ao norte da Ilha de Yeonpyeong”, disse um funcionário do Ministério da Defesa sul-coreano. A afirmação ocorreu durante uma conferência.

As autoridades das duas ilhas ordenaram a evacuação de civis como uma “medida de precaução”, disseram autoridades. A ilha sul-coreana de Yeonpyeong está localizada no Mar Amarelo, cerca de 80 km a oeste de Incheon e 12 km ao sul da costa da província norte-coreana de Hwanghae.

Moradores da ilha de Yeonpyeong, na linha de frente da Coreia do Sul, afirmam que os militares sul-coreanos pediram a eles que deixassem a região, porque planejam lançar exercícios de tiro na sexta-feira.

Coreia

A China pediu “moderação” de todos os lados. “Na situação atual, esperamos que todas as partes envolvidas mantenham a calma e a moderação”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, aos repórteres.

“Abstenham-se de ações que agravem a tensão”, seguiu o representante do governo chinês. “Evitem uma nova escalada da situação e criem condições para a retomada de um diálogo sério.”

Lançadores de mísseis pelo regime da Coreia do Norte

Ditador da Coreia do Norte
A Coreia do Norte é um dos países mais militarizados do mundo | Foto: Reprodução/Twitter/X

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, pediu a expansão da produção de lançadores de mísseis em preparação para um “confronto militar” com a Coreia do Sul e os Estados Unidos (EUA). A ordem se deu nesta sexta-feira, 5.

A informação foi divulgada depois que a Casa Branca revelou que a Coreia do Norte forneceu à Rússia os mísseis balísticos usados na recente onda de ataques a cidades ucranianas.

Leia também: “Kim Jong-un ameaça lançar ‘ataque nuclear’ se Coreia do Norte for provocada”

A agência oficial KCNA mostrou imagens de Kim com sua filha, Ju Ae, em uma visita à fábrica que produz os lançadores verticais móveis (TEL) usados para os mísseis balísticos intercontinentais do país. No local, o ditador pediu “um esforço dinâmico para aumentar a produção” das armas.

Kim disse aos trabalhadores da fábrica que a produção de TEL é muito importante “dada a grave situação que prevalece e que exige que o país esteja mais firmemente preparado para um confronto militar com o inimigo”, informou a KCNA.

Na quinta-feira 4, o porta-voz do Conselho de Segurança dos EUA, John Kirby, afirmou que Pyongyang havia fornecido à Rússia mísseis com alcance de 900 quilômetros, usados em dois ataques contra a Ucrânia.

“Nossas informações revelam que a Coreia do Norte forneceu recentemente à Rússia sistemas de lançamento de mísseis balísticos e vários mísseis balísticos”, disse Kirby., “Alguns dos quais foram usados em 30 de dezembro e 2 de janeiro em ataques contra a Ucrânia.”

O porta-voz pediu ao Congresso dos EUA que aprovasse um pacote de ajuda militar para a Ucrânia para lidar com esses ataques.

Kim se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no extremo oriente russo. O encontro entre os dois ocorreu em setembro. Os EUA e a Coreia do Sul acusaram o governo de Pyongyang de enviar armas à Rússia para uso na Ucrânia em troca de tecnologia de satélite.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado e agências internacionais

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2 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Os comunistas pregam um mundo melhor (ideologia mentirosa) e praticam terrorismo e morte (atos reais). Não existe futuro no comunismo. Não existe passado no comunismo, exceto os históricos assassinatos e repressões aos indivíduos.

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