publicidade
Mundo

Groenlândia teme incursão dos EUA e prepara plano de emergência

Premiê alerta população sobre eventual ação militar de Trump na ilha

Donald Trump discursa em Detroit | Foto: White House/Divulgação
Nielsen declarou que considera improvável a eclosão de um conflito armado na ilha, mas não descartou a possibilidade | Foto: Divulgação/White House

A Groenlândia iniciou uma mobilização inédita diante da possibilidade de anexação do território pelos Estados Unidos. Nesta terça-feira, 20, o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que a população está em alerta e já se organiza para uma possível incursão norte-americana.

Nielsen declarou que considera improvável a eclosão de um conflito armado na ilha, mas não descartou a possibilidade. Ele mencionou diretamente o presidente Donald Trump, que cogita o uso de tropas para assumir a região.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

“O líder do outro lado deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada”, disse Nielsen, durante entrevista em Nuuk. “Portanto, devemos estar preparados para tudo. Mas precisamos enfatizar que a Groenlândia faz parte da aliança ocidental, a Otan, e, se houver uma escalada ainda maior, isso também terá consequências para todo o mundo exterior.”

A agência Bloomberg informou que a Groenlândia criou uma força-tarefa com autoridades locais para orientar os moradores. A administração vai distribuir panfletos com instruções sobre como agir em caso de incursão militar norte-americana.

Interesse dos EUA na Groenlândia vem do século 19

Nesta semana, Trump recolocou a Groenlândia no centro da política internacional ao reforçar o plano de anexar a maior ilha do mundo.

Os EUA mantêm na Groenlândia uma base militar desde 1951. Portanto, o interesse norte-americano na ilha não começou com Trump, mas remonta ao século 19, por razões de segurança e pela presença de minérios estratégicos.

Em 1868, o Departamento de Estado norte-americano produziu um relatório a respeito dos recursos naturais da ilha. O texto inaugurou uma visão estratégica em Washington, ao registrar a área não como zona marginal, mas como um patrimônio com relevância econômica e militar.

+ Leia também: “Muito antes de Trump, Groenlândia já interessa aos EUA”

O território detém localização estratégica e concentra reservas de recursos naturais, entre eles terras raras, criolita e carvão. Esses elementos chamam atenção de Trump desde o seu primeiro mandato.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Kauam Sarabi Moreira
    Kauam Sarabi Moreira

    A mobilização do exército da Groelândia deve ser algo diferente de se ver rsss.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade