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Guerra dos 12 Dias é novo capítulo na história de Israel

Em 1967, Israel venceu três países, na chamada Guerra dos Seis Dias, em outra etapa marcante para o país

Caça F-16 Israel ataque Irã
Ataque de Israel ao Irã foi marcado por inovações tecnológicas e de inteligência | Foto: Reprodução/site IDF

Na Guerra dos Seis Dias, entre 5 e 10 de junho de 1967, Israel derrotou as forças do Egito, Síria e Jordânia. Quase 60 anos depois, uma nova guerra, também em junho, desmistificou um inimigo que por anos era visto como uma ameaça. Entre os dias 13 e 24, Israel transformou o “futuro em agora”. Destruiu grande parte do arsenal nuclear e balístico iraniano.

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Depois do cessar-fogo, o alívio da população, ao ver encerrada a Guerra dos 12 Dias, foi similar à da década de 1960. Naqueles anos, o povo saiu às ruas, às multidões, para celebrar a vitória, a sobrevivência, a própria identidade.

Desta vez, o alívio não vem em forma de festa, mas de contenção. Já vale, para a população, conseguir retomar as atividades rotineiras, muito mais afetadas pela atual guerra, por causa dos mísseis que se dirigiam diretamente aos civis.

Em 1967, Israel também tomou a iniciativa primeiro, antes que o Egito, com a aviação preparada, causasse um estrago que ameaçaria a existência do país. Décadas depois, com a mesma mescla de ímpeto e cautela, mas com recursos tecnológicos de ponta, Israel executou no Irã ataques contra dezenas de instalações nucleares.

Elas estavam distribuídas em múltiplas regiões e protegidas por infraestrutura subterrânea. Além disso, 35 dos principais comandantes e cientistas iranianos foram eliminados, em uma ação que teve como alvo a estrutura de comando e controle do país.

O comandante das Forças de Defesa de Israel (FDI) na Guerra dos Seis Dias, foi Yitzhak Rabin (1922 – 1995), futuro primeiro-ministro (1974 – 1977 e 1992 – 1995). Desta vez, contra o Irã, desde março sob o comando de Eyal Zamir (1966), as FDI não conquistaram territórios.

Com ataques a instalações nucleares de Natanz, Isfahan e Fordow, entre outras, destruiu boa parte da capacidade iraniana de produzir urânio. Preservou, assim, o seu próprio território de uma ameaça nuclear iminente.

“Fizemos o programa nuclear iraniano retroceder anos”, disse Zamir. “Isso vale também para o programa de mísseis.” Estes foram os “territórios” conquistados por Israel nesta guerra.

O colapso nervoso de Rabin em Israel

Nos dias que antecederam a guerra nos anos 1960, foi relatado que Rabin sofreu um colapso nervoso e ficou incapacitado de exercer suas funções. Depois dessa breve pausa, ele retomou plenamente o comando das FDI. Zamir não teve tempo para mal-estar.

Leia mais: “Como Israel desmantelou o programa nuclear do Irã”

As minúcias do Mossad, instituição de inteligência que inflitrou agentes de forma precisa, deram um grau de confiança extrema aos pilotos dos caças que bombardearam os principais alvos no país inimigo.

O sistema de defesa israelense também mostrou alta eficiência, ao interceptar a maioria das centenas de mísseis balísticos disparados pelo Irã, o que limitou o número de vítimas e danos em território israelense.

Enquanto a Guerra dos Seis Dias envolveu batalhas convencionais e a ocupação de territórios, a Guerra dos 12 Dias representa um confronto multidimensional contra uma ameaça nuclear e militar difusa. Israel penetrou profundamente em território inimigo e desarticulou sua capacidade estratégica.

Para analistas, o resultado não é apenas o enfraquecimento do programa nuclear iraniano e a perda de liderança militar, mas uma redefinição da geopolítica regional maior do que a da Guerra dos Seis Dias.

A guerra em 1967 garantiu a sobrevivência e a ascensão de Israel. A Guerra dos 12 Dias dá mostras de que terá um impacto mais resolutivo. Reafirma a capacidade de ação e dissuasão de Israel diante de ameaças contemporâneas. Pode ser o encerramento da guerra anterior.

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