A intensificação das medidas dos EUA contra o setor de energia russo ganhou destaque nesta quarta-feira, 22, com a imposição de sanções à Rosneft e à Lukoil, as duas maiores petroleiras do país, em resposta à postura do líder russo, Vladimir Putin, de não encerrar o conflito na Ucrânia.
Essas sanções são as primeiras direcionadas à Rússia desde a volta de Donald Trump ao cargo de presidente em janeiro.
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O objetivo é restringir receitas cruciais provenientes da exportação de petróleo, consideradas fonte de financiamento das operações militares russas.
“O Tesouro sanciona as principais empresas petrolíferas russas e apela a Moscou para que concorde imediatamente com um cessar-fogo”, escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth.
EUA não descartam ampliar sanções
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que as ações são motivadas pela resistência de Putin em pôr fim à guerra.
“Agora é hora de parar a matança e buscar um cessar-fogo imediato”, disse Bessent, acrescentando que os EUA poderão ampliar as restrições se julgarem necessário para apoiar os esforços de Trump em encerrar o conflito.
“Incentivamos nossos aliados a aderirem e cumprirem estas sanções”, completou.
O Reino Unido já havia anunciado sanções semelhantes contra Rosneft e Lukoil na semana anterior.
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No bloco europeu, apenas a Rosneft, que é estatal, foi alvo de sanções, enquanto a Lukoil permanece isenta devido a exceções concedidas à Hungria e à Eslováquia, países que continuam adquirindo petróleo russo.
Em encontro na Casa Branca com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump confirmou o cancelamento de uma reunião com Putin, sinalizando o impasse nas negociações bilaterais.
Impactos e expectativas sobre as sanções
As sanções desta quarta-feira, 22, são consideradas a iniciativa mais direta dos EUA para atingir a receita obtida pelo petróleo russo.
Antes disso, Trump havia imposto tarifa de 25% sobre produtos da Índia como retaliação à compra de petróleo russo a preços reduzidos pelo país asiático.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou ter conversado com Bessent antes do anúncio e elogiou as medidas americanas.
“Com a iminente adoção do 19º pacote de sanções da UE, este é um sinal claro de ambos os lados do Atlântico de que manteremos a pressão coletiva sobre o agressor”, declarou.
Leia também: “O triunfo de Trump na diplomacia do Oriente Médio”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 292 da Revista Oeste
Entre as ações previstas pela União Europeia estão a proibição da importação de gás natural liquefeito russo, restrições a navios da chamada “frota sombra” de petroleiros, veto a transações financeiras com Rosneft e Gazprom Neft, além de sanções a bancos e entidades que auxiliam a Rússia a driblar as restrições existentes.
Espera-se ainda limitação ao trânsito de diplomatas russos na área de livre circulação Schengen.









































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