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Gustavo Petro é investigado por interferência eleitoral

O presidente da Colômbia fez declarações e publicações nas redes sociais relacionadas às eleições, o que seria proibido pela legislação nacional

Durante a reunião de ministros, transmitida na tarde desta terça-feira, 4, Gustavo Petro afirmou que a cocaína ‘não é pior do que o uísque’ | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Petro destacou a mobilização que acompanhou o encerramento da campanha de Iván Cepeda | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão de Acusação da Câmara dos Representantes da Colômbia abriu uma investigação penal contra o presidente Gustavo Petro por suposta interferência política na campanha eleitoral de 2026. A decisão foi formalizada nesta segunda-feira, 26, a cinco dias do primeiro turno da eleição presidencial da Colômbia.

A apuração busca verificar se Petro utilizou sua posição como chefe de Estado para influenciar o processo eleitoral. A legislação colombiana impõe restrições à atuação política de autoridades públicas durante campanhas, especialmente quando há manifestações que possam favorecer candidatos ou partidos.

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Postagens de Petro motivaram investigação

Segundo a imprensa colombiana, a Comissão de Acusação abriu o procedimento em decorrência de publicações feitas por Gustavo Petro nas redes sociais. Em uma das mensagens, o presidente destacou a mobilização que acompanhou o encerramento da campanha de Iván Cepeda, candidato apoiado pelo Pacto Histórico, coalizão da esquerda governista.

A Comissão não detalhou quais condutas analisará, mas abriu a investigação em meio ao debate sobre a neutralidade do governo durante o período eleitoral.

A Procuradoria-Geral da República do país solicitou um relatório detalhado da Comissão de Acusações sobre as alegações contra o presidente. O documento, assinado pelo procurador-geral Gregorio Eljach e enviado em 25 de maio a Gloria Elena Arizabaleta, presidente da Comissão, estipula que as informações devem ser entregues em até três dias.

Pressão por neutralidade

A abertura da investigação ocorre dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo, 31. Também há investigações que envolvem integrantes do governo por suspeita de participação política indevida.

A defensora do povo da Colômbia, Iris Marín, chegou a pedir que o presidente e seus ministros se abstivessem de declarações capazes de favorecer candidatos durante a campanha.

Gustavo Petro ainda não comentou oficialmente a abertura da investigação.

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