Durante a abertura da 80ª Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, 23, em Nova York, António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou a necessidade urgente de um cessar-fogo em Gaza, além de pedir mais assistência humanitária para a região e a libertação dos prisioneiros israelenses que estão sob custódia do Hamas.
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Ao iniciar seu discurso, Guterres recordou que a fundação da ONU, em 1945, visava a evitar novos conflitos globais, ressaltando que a organização serve como uma “bússola moral” que orienta o caminho para a paz. “Paz é nossa primeira obrigação”, afirmou.
Críticas ao desrespeito internacional e apelo por soluções
Sem mencionar diretamente os conflitos em Gaza ou Ucrânia, o secretário-geral criticou o desrespeito às normas internacionais, observando que, “ao redor do mundo, vemos países que agem como se as leis não se aplicassem a eles” e completou: “A impunidade é a mãe do caos”.
Guterres classificou a situação em Gaza como “genocídio”, considerando os eventos atuais os mais graves durante seu mandato. Ele também condenou os ataques do Hamas em outubro de 2023 e defendeu a libertação dos israelenses capturados.
Direitos humanos, sustentabilidade e tecnologia em pauta na ONU
O secretário-geral também abordou temas como liberdade, combate ao racismo, proteção de jornalistas e defensores de direitos humanos. Ressaltou progressos sociais recentes, mas afirmou que é fundamental “reformar a estrutura financeira mundial para atender ao desenvolvimento”.
Sustentabilidade foi outro ponto destacado, ao defender a transição para energia limpa e alertar para o fato de que “os combustíveis fósseis são uma aposta perdida”. Guterres avaliou que os esforços mundiais atuais são insuficientes e cobrou maior ambição nos planos climáticos nacionais.
Sobre tecnologia, Guterres afirmou que a “inteligência artificial está reescrevendo a história humana em tempo real” e defendeu a criação de normas internacionais para garantir que seu desenvolvimento atenda ao bem comum, evitando que empresas se sobreponham ao interesse coletivo.
Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste
Selfie de Janja
O discurso de Guterres não contou com a atenção plena por parte da primeira-dama brasileira, Janja da Silva. Enquanto o secretário-geral da ONU falava, ela tirou uma selfie. Vídeos com o flagra viralizam nas redes sociais desde a manhã de hoje.





































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