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Hackers russos teriam roubado e-mails de Angela Merkel

O roubo teria acontecido no dia 8 de maio de 2015, quando ocorria uma celebração no prédio do Bundestag sobre os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, contando inclusive com a presença de autoridades russas.

Merkel e Putin
Angela Merkel com o presidente da Rússia, Vladimir PUtin Foto: Divulgação/Kremlin

De acordo com a revista Der Spiegel, o serviço secreto militar da Rússia (GRU) teria roubado milhares de correspondências da chanceler em 2015

Merkel e Putin
Angela Merkel com o presidente da Rússia, Vladimir Putin | Foto: Divulgação/Kremlin

O serviço secreto militar da Rússia (GRU), através de um ataque hacker, roubou e-mails do escritório da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em 2015. Isso aconteceu por meio de um ciberataque que o Bundestag, o Parlamento alemão, sofreu naquele ano.

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O Departamento Federal de Investigações (BKA), o Departamento Federal de Tecnologia de Informação (BSI) e empresas reconstituíram os passos da invasão. De acordo com eles, o alvo eram dois fichários de e-mails do gabinete da chanceler, com correspondências do período entre 2012 e 2015. A notícia foi publicada na edição desta semana da revista Der Spiegel, informa o portal Deutsche Welle.

Não está claro que parcela dos milhares de mensagens desses fichários chegaram às mãos do serviço secreto. Análises indicam que o fluxo ilegal de informação atinge 16 gigabytes.

O roubo teria acontecido em 8 de maio de 2015, durante uma celebração, no prédio do Bundestag, para registrar os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. A cerimônia contou com a presença de autoridades russas. O ataque foi feito por um hacker apelidado de Scaramouche, que em outra investida no dia anterior não fora bem-sucedido por usar um teclado sem trema, sinal muito comum no idioma alemão.

Alguns dias atrás, o Tribunal Federal de Justiça da Alemanha ordenou a prisão do hacker Dimitri Badin, que teria participado do roubo de e-mails de Merkel. Ele é procurado pela Justiça norte-americana por suspeita de hackear membros do Partido Democrata nas eleições de 2016.

Até o momento, o governo da Alemanha e Angela Merkel não se pronunciaram sobre a matéria da Der Spiegel.

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