O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira, 13, que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, sofreu ferimentos graves e provavelmente está “desfigurado”. Em coletiva no Pentágono, Hegseth declarou que a liderança do regime islâmico se encontra desesperada e escondida em bunkers subterrâneos em áreas civis. Segundo o secretário, a ausência de imagem e voz de Khamenei em seu primeiro pronunciamento oficial à nação, lido apenas em texto na TV estatal nesta quinta-feira, 12, confirma o estado de debilidade do aiatolá e a falta de comando em Teerã.
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No entanto, a versão iraniana revela que Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi atingido nas pernas durante os bombardeios conjuntos realizados pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro. O ataque resultou na morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, e marcou o início da atual escalada bélica. Embora conselheiros do regime, como Yusef Pezeshkian, declarem que o líder está “são e salvo”, autoridades ouvidas pelo The New York Times admitem que ele permanece em local de segurança máxima e com comunicação restrita para evitar rastreamento por forças estrangeiras.
Irã está com forças reduzidas
Hegseth sustentou que as capacidades militares do Irã estão praticamente dizimadas. “O país não tem mais força aérea funcional e sua Marinha está no fundo do Golfo Pérsico”, afirmou o secretário, prometendo intensificar os ataques para destruir completamente a indústria de defesa iraniana. Dados do Pentágono indicam uma redução de 90% nos disparos de mísseis e de 95% no uso de drones de ataque em comparação ao início do conflito. Apesar do tom triunfalista de Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, ressaltou que Teerã ainda retém capacidade residual para ameaçar navios comerciais.
A tensão permanece crítica no Estreito de Ormuz. O governo do Irã reafirmou que manterá a rota bloqueada e continuará atacando bases norte-americanas no Oriente Médio, contrariando as expectativas de rendição manifestadas por Donald Trump. A Casa Branca avalia mobilizar navios de guerra para escoltar petroleiros e pode consolidar a operação até o fim do mês. Hegseth minimizou as ameaças de Teerã sobre o bloqueio, classificando-as como um sinal de “desespero puro”, e garantiu que os EUA possuem opções estratégicas para reabrir o estreito à revelia do regime.
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