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Hezbollah mantém tráfico de armas e drogas entre Síria e Líbano

Informação é de entidade especializada em inteligência no norte de Israel

Israel ações Hezbollah
As Forças de Defesa de Israel estão entre os exércitos mais fortes do mundo | Foto: Reprodução/Instagram IDG

Forças de segurança sírias e do exército libanês realizaram operações que resultaram na apreensão de carregamentos de armas e drogas associados ao Hezbollah na região fronteiriça entre Síria e Líbano.

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A ação que deteve o grupo terrorista ocorreu entre os dias 26 e 28 de junho. As informações são de fontes de inteligência israelenses, especializadas em segurança na Região Norte do país.

No dia 26, o exército libanês interceptou uma operação de tráfico de armamentos em Basibs, no Vale de Al-Harmal (Bekaa), próximo à fronteira com a Síria. No mesmo período, forças sírias apreenderam um caminhão na cidade de Al-Qusayr, no setor de Homs, contendo mísseis antitanque guiados Kornet, dois lançadores e foguetes RPG.

As apreensões foram vinculadas ao Hezbollah pelas autoridades de segurança. Nos dias 27 e 28, em Jarajir, na fronteira com o Líbano, forças de segurança sírias impediram o transporte de grandes quantidades de drogas rumo à periferia de Damasco.

Em uma operação, foram apreendidos cerca de 3 milhões de comprimidos de captagon e 50 kg de haxixe; em outra, 500 mil comprimidos de captagon e 665 kg de haxixe.

Síria ainda é rota de tráfico do Hezbollah

A Síria permanece como epicentro da produção de captagon no Oriente Médio. Antes da crise que abalou o regime de Bashar al-Assad, pelo menos 17 centros de fabricação foram identificados, principalmente na região de Al-Qalamoun, noroeste de Damasco, muitos deles ligados ao Hezbollah.

Leia mais: “Novo presidente do Líbano manda recado ao Hezbollah”

Com o enfraquecimento do governo sírio, parte da infraestrutura de produção foi provavelmente transferida para o Vale do Bekaa, no Líbano, área tradicionalmente controlada pelo grupo.

As apreensões confirmam que o Hezbollah mantém redes logísticas ativas para o tráfico de armas e drogas. O grupo se aproveita da fragilidade das fronteiras e a instabilidade regional como fontes de financiamento, mesmo diante de pressões militares e diplomáticas.

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