Depois de quase três semanas de julgamento, o júri declarou Ryan Routh culpado em todas as acusações relacionadas à tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida em setembro de 2024. O atentado ocorreu no clube de golfe de Trump em West Palm Beach, na Flórida. A decisão ocorreu nesta terça-feira, 23.
Logo depois da leitura do veredito, Routh, de 59 anos, tentou se ferir no pescoço com uma caneta, sendo contido por quatro agentes dos U.S. Marshals.
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No momento, sua filha, Sara Routh, se levantou e gritou. Ela se revoltou com a decisão judicial.
“Não faça nada”, disse Sara. “Vou tirar você daí. Que p*rra é essa, c*ralh*? Ele não machucou ninguém. Isso não é justo. Isso tudo é manipulado. Vocês são uns babacas”, conforme registrado pela reportagem do canal norte-americano Fox News.
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Routh enfrentava cinco acusações federais, incluindo tentativa de assassinato de um candidato presidencial, agressão a um agente federal e crimes que envolvem armas de fogo. As acusações podem levá-lo à prisão perpétua. O júri deliberou por algumas horas antes de chegar ao veredito.
Trump foi perseguido por homem que tentou matá-lo

Durante os argumentos finais, a promotoria destacou provas digitais e forenses, além dos 17 supostos trajetos de reconhecimento de Routh ao local do crime, ressaltando que ele teria perseguido Trump, na época candidato à Presidência dos EUA, de forma recorrente antes do episódio de 15 de setembro do ano passado.
Segundo os promotores, isso foi crucial para comprovar a intenção de cometer o crime e os passos concretos dados para executá-lo. O procurador Christopher Browne afirmou ao júri: “Isso não foi uma ação para chamar atenção. As provas mostram apenas uma coisa — o réu queria Donald Trump morto”.
“Não há dúvida, nenhuma dúvida razoável, nenhuma dúvida de que foi este homem”, acrescentou Browne, apontando para Routh, “que ficou escondido no ninho de franco-atirador por aproximadamente dez horas”.
O caso apresentado pela acusação incluiu centenas de evidências, como registros telefônicos, mensagens, imagens de câmeras de segurança e dados bancários, ligando Routh à compra do fuzil SKS calibre 7.62×39, apreendido perto do clube de golfe.
Peritos atestaram que a arma estava funcional e que impressões digitais e DNA de Routh foram encontrados tanto no equipamento quanto em outros objetos, como luvas e uma bolsa.
Browne também ressaltou que o carregador da arma possuía 19 munições, sendo uma delas já na câmara. No total, 38 testemunhas da acusação foram ouvidas antes do encerramento da apresentação dos promotores na sexta-feira 19.
Detalhes das investigações e da defesa
Os irmãos Samuel e Lazaro Plata, da Carolina do Norte, receberam meses antes uma caixa enviada por Routh que continha canos, munições, fios e um manifesto de 12 páginas chamado “Dear World”, no qual ele teria oferecido US$ 150 mil para quem “finalizasse o serviço”.
Apenas as três primeiras linhas do documento foram aceitas como prova depois de uma decisão judicial.
Registros do FBI documentaram pesquisas na internet, rastreamento de voos, mensagens sobre eventos de Trump e deslocamentos do veículo de Routh, um Nissan Xterra preto, em Palm Beach County. Relatos das autoridades detalharam técnicas de franco-atirador, como esconderijos, placas de aço para proteção, uso de cercas para apoio e rotas de disparo de longa distância pelos buracos 6 e 7 do campo.
Routh conduziu sua própria defesa, porém não conseguiu apresentar provas admitidas pelo tribunal. Ele encerrou sua argumentação em poucas horas na segunda-feira 22, depois de interrogar apenas três testemunhas, das quais duas eram amigos e colegas que admitiram não ter contato com ele havia anos.






































E aqui o meliante Bispo, filiado ao PSOL, é tratado como espécie rara, mas o processo segue trancado.