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Hungria aprova lei que proíbe parada do orgulho gay

Medida visa a proteger as crianças do país

parada gay sp 2024
Durante a Parada Gay, blocos reúnem adultos, crianças e adolescentes 'uniformizados' com as cores da bandeira trans, rosa e azul | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Hungria aprovou, nesta terça-feira, 18, um projeto de lei que proíbe a realização de eventos considerados “homenagens ou promoção da homossexualidade”, como paradas do orgulho gay.

Nomeado como “Sobre a proibição de reuniões que promovem a homossexualidade”, o projeto se baseia em princípios contidos na Constituição húngara, que define a proteção da identidade de gênero biológica das crianças como uma prioridade estatal.

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“A Hungria protege o direito das crianças à identidade correspondente ao seu sexo de nascimento e garante a educação baseada nos valores de sua identidade constitucional e cultura cristã”, diz a Constituição do país.

Com essa argumentação, o projeto propõe adequar a Lei de Reuniões para impedir encontros que “representem a sexualidade de maneira livre” ou que “promovam a alteração do sexo de nascimento ou a homossexualidade”. Assim, manifestações como a Parada do Orgulho se tornariam ilegais no país.

A legislação marca mais um endurecimento das políticas anti-LGBT na Hungria. Nos últimos anos, o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán adotou medidas restritivas, como a proibição da adoção por casais do mesmo sexo e restrições à educação sexual nas escolas.

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Parada Gay em SP tem bloco com ‘crianças trans’

A presença de crianças em paradas do orgulho gay não é um problema restrito à Hungria. Durante a última Parada Gay de São Paulo, em junho de 2024, apresentou-se um bloco de “crianças trans” uniformizado com as cores da bandeira transgênero: rosa e azul.

No bloco, há faixas e estandartes com os dizeres “crianças e adolescentes trans existem”. A presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Minha Criança Trans, Thamirys Nunes publicou um vídeo em que fala que existe uma “invisibilidade” de “crianças trans”.

“Vivemos um cenário de inviabilização e de pessoas que insistem em dizer que nossos ‘filhos, filhas e filhes’ não existem e que devem voltar ao armário”, afirmou a influenciadora, que alega ser mãe de uma “criança trans” de 10 anos.

Em seu perfil no Instagram, a ONG publicou um vídeo que mostra o bloco de “crianças trans” e uma bandeira nas cores rosa e azul com a frase “crianças trans existem”. A publicação afirma que a participação da entidade na Parada Gay é uma maneira de “lutar pelos direitos dos nossos filhos e filhas”.

Leia também: “A epidemia trans”, artigo de Flávio Gordon publicado na Edição 159 da Revista Oeste

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