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Iceberg duas vezes maior que a cidade de São Paulo pode colidir com ilha britânica

Grande camada de gelo está a 280 quilômetros da Geórgia do Sul, localizada no Oceano Atlântico

O megaiceberg A23a | Foto: Reprodução/Redes sociais
O megaiceberg A23a | Foto: Reprodução/Redes sociais

O iceberg gigante A23a, atualmente a 280 quilômetros da ilha britânica Geórgia do Sul, no Oceano Atlântico, ameaça a vida selvagem local, incluindo pinguins-rei, pinguins-imperador, elefantes-marinhos e lobos-marinhos.

O iceberg, que já teve 3,9 mil km², agora mede cerca de 3,5 mil km², devido ao derretimento nas águas mais quentes ao norte da Antártida. A extensão é duas vezes maior que a cidade de São Paulo.

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A ilha já enfrentou problemas semelhantes, como em 2004, quando o iceberg A38 encalhou, resultando na morte de filhotes de pinguins e focas. O A23a se desprendeu da plataforma de gelo Filchner, na Antártida, em 1986, e ficou preso até recentemente.

O processo pode gerar pedaços de gelo flutuantes, ao criar “cidades fantasmas” ao redor da ilha, dificultando a alimentação de várias espécies. Embora o surgimento do A23a não esteja diretamente ligado às mudanças climáticas atuais, a crescente instabilidade da Antártida pode resultar em mais desprendimentos no futuro.

O capitão Simon Wallace, do navio Pharos, afirmou: “Icebergs são inerentemente perigosos. Eu ficaria extremamente feliz se simplesmente não nos atingisse”.

Iceberg é ameaça para marinheiros e pescadores

Em 2023, cientistas do British Antarctic Survey a bordo do navio RRS Sir David Attenborough coletaram amostras de água próximas ao iceberg. Laura Taylor, pesquisadora, descreveu a experiência como “magnífica”, ao observar a enorme parede de gelo.

Marinheiros e pescadores relatam que icebergs são uma ameaça crescente à navegação e segurança. Em 2023, o iceberg A76 quase encalhou, causando preocupação. Andrew Newman, da Argos Froyanes, destacou o impacto significativo dessas situações nas operações diárias.

Os marinheiros precisam estar sempre em alerta. “Temos holofotes acesos a noite toda para tentar enxergar o gelo — ele pode aparecer do nada”, comentou o capitão Wallace. Com o recuo glacial visível ano depois de ano, a situação está em rápida transformação.

A Geórgia do Sul, localizada em uma rota frequente de icebergs, continua a adaptar-se, com impactos esperados tanto na pesca quanto na vida selvagem.

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