Incesto na França pode ser proibido

Secretário anunciou a medida do governo federal
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Livro trouxe o tabu do incesto à tona na França
Livro trouxe o tabu do incesto à tona na França | Foto: Min An/Pexels

Adrien Taquet, secretário de Estado para a Proteção da Criança na França, anunciou que o governo federal quer proibir o incesto no país. Atualmente, a legislação estabelece que menores de 18 anos não podem ter relações sexuais com pessoas da mesma família, ainda que com consentimento.

“Independentemente da idade, você não faz sexo com seu pai, filho ou filha”, afirmou Taquet, em entrevista à agência de notícias AFP, em 1° de janeiro deste ano. “O incesto não é uma questão de idade ou consentimento. Nossa proposta é fazer fazer proibições claras na sociedade”, disse o secretário.

“Nós lutamos contra o incesto”, ressaltou Taquet. “Os sinais devem ser claros. Isso levanta questões jurídicas tecnicamente complicadas, em particular sobre as relações entre uma menina adulta e seu padrasto, por exemplo. Essa questão terá que ser estudada com cuidado”.

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Incesto na França

Em 21 de abril do ano passado, o Parlamento francês aprovou, por unanimidade, uma lei que reforçou a proteção de menores contra a violência sexual cometida por adultos, estabelecendo um limite de idade para o consentimento em 15 anos, e em 18 anos em caso de incesto.

Antes da aprovação da medida, a lei francesa apenas proibia relações sexuais entre um adulto e um menor com menos de 15 anos — e mesmo esses casos não eram automaticamente considerados como violações. Eram necessários outros fatores para se chegar a esse veredicto: coerção, ameaças, ou violência.

A lei foi votada depois de vários casos que chocaram a opinião pública e deram origem ao movimento #metooincest, que estimulou vítimas a tornarem públicas suas histórias. Em novembro de 2020, uma pesquisa indicou que nada menos que 6,7 milhões de franceses admitiam ter sido vítimas de incesto.

Segundo antropólogos e sociólogos, a prática tem sido relativamente tolerada no país ao longo da história, o que se refletia na complacência da legislação. O caso mais rumoroso e que deflagrou essa mudança em relação a menores é o do constitucionalista e professor de Direito Olivier Duhamel.

Intelectual renomado, ele foi acusado por sua enteada, Camille Kouchner, num livro publicado em janeiro de 2021 e intitulado La Familia Grande, de ter abusado sexualmente do irmão dela, também seu enteado.

Leia também: “Os repasses milionários de George Soros”, reportagem publicada na Edição 94 da Revista Oeste

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12 comentários Ver comentários

    1. Deixa os teus aprenderem sobre educação sexual nas ruas ou com professores pervertidos, seu idiota… Tá no ambiente errado p defecar pela boca e esperar q algum doente bata palmas, vá tomar no coolll seu FDP

      1. Ambiente pervertido e o lar bolsonarista, que a filha é propriedade do papai, que a alimentou então tem o “direito” de ensinar sexo pra ela. Que nojo

      2. Não quero aplausos não seu filho de uma egua. Eu quero mais e ver vcs bolsonaristas tudo tomando no cu

    2. Sr Gilmar, pare de culpar o presidente por tudo. Procure saber o que as pessoas pensam na fonte e não apenas de ouvir falar. Tenho certeza que vc vai mudar de opinião.

  1. O incesto nunca foi normal ou natural, longe disso. Isso se chama promiscuidade em uma sociedade doente. Quantas pessoas nunca mais têm uma vida normal por conta de um abuso desses! É ser muito permissível mesmo. Ainda bem que acordaram !

    1. Incesto, pedofilia , liberação das drogas, impunidade para corrupção e roubo , ideologia de gênero nas escolas , homossexualizacao dos jovens , fim da liberdade de expressão e de religião, estão na agenda dos doentes que se intitulam progressistas !

  2. Até mesmo alguns “progressistas” começam a perceber que a coisa foi longe demais…só que tentar reparar os danos agora será muito mais dificil.

  3. Depois eles se dizem civilizados, toleram a promiscuidade e depois que ela torna-se um padrão de comportamento social resolvem mudar. O que deveriam ter feitoé nunca terem admitido sequer a possibilidade de incesto.

  4. Estas são coisas impensáveis quando se tinha educação no lar. Os Progressistas destruiram coisas naturais e agora querem reconstruí- las.

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