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Irã aprova 6 candidatos para disputa presidencial

Pleito foi antecipado no país depois da morte do ex-presidente Ebrahim Raisi

Bandeira do Irã, teocracia islâmica que proíbe o consumo de álcool | Foto: Reprodução/Twitter/X
Originalmente, pleito estava marcado para 2025 | Foto: Reprodução/Twitter

O Irã autorizou seis candidaturas à Presidência para as eleições do dia 28 de junho. O pleito foi antecipado devido à morte do ex-presidente Ebrahim Raisi em um acidente de helicóptero no dia 19 do de maio. As informações são da agência de notícias Reuters.

O Conselho Guardião do país, órgão que supervisiona as eleições, declarou o início oficial da campanha. Originalmente, a votação estava marcada para 2025.

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Veja a lista dos candidatos aprovados

  • Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do parlamento do país;
  • Saeed Jalili, anteriormente negociador-chefe nuclear, conservador e dirigente do gabinete do líder supremo, aiatola Ali Khamenei;
  • Prefeito conservador de Teerã, Alireza Zakani;
  • Masoud Pezeshkian, legislador reformista;
  • Mostafa Pourmohammadi, ex-ministro do Interior,
  • Amir-Hossein Ghazizadeh Hashemi, político conservador.

Os ex-presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Ali Larijani não conseguiram aprovação para concorrer. Antes do falecimento de Raisi, acreditava-se que ele conquistaria outro mandato.

Morte de Ebrahim Raisi

O ex-presidente do Irã Ebrahim Raisi, de 63 anos, e o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir Abdollahian, morreram em um acidente de helicóptero na província do Azerbaijão Oriental no dia 20 de maio.

Segundo a Press TV e as agências Tasnim e Mehr, todos os ocupantes da aeronave faleceram.

Entre as vítimas estavam também o governador da província, Malek Rahmati; Imam Mohammad Ali Alehashem; o comandante, o copiloto, o chefe de tripulação, o chefe de segurança e um guarda-costas.

Nascido em 1960, Ebrahim Raisi, iniciou sua carreira como promotor no início dos anos 1980 e ascendeu a procurador-geral de Teerã em 1994. Em 2019, tornou-se chefe da Justiça.

Ele assumiu a Presidência do Irã em 19 de junho de 2021, depois de uma eleição amplamente considerada manipulada, com uma participação de apenas 48,8% dos eleitores. Esse foi o menor índice de adesão desde a fundação da República Islâmica do Irã, em 1979.

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