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Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24, levantaram a questão sobre a capacidade dos animais de prever desastres sísmicos. Relatos históricos e estudos, como um monitoramento no Parque Nacional de Yanachaga, no Peru, indicam que a frequência de aparições de animais diminui antes de sismos, sugerindo que eles reagem a estímulos físicos, como as ondas P, que são imperceptíveis aos humanos.
Os recentes e devastadores terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24, reacenderam um antigo questionamento: os animais conseguem prever desastres sismológicos? Relatos históricos, como a debandada de cobras na China em 1975 e a fuga de elefantes antes do tsunami de 2005 na Ásia, dão força à tese de um suposto “sexto sentido” na fauna.
Para testar a validade científica dessas premonições, pesquisadores realizaram análises abrangentes envolvendo cerca de 130 espécies. Um dos levantamentos mais detalhados ocorreu no Parque Nacional de Yanachaga, no Peru, onde cientistas monitoraram animais selvagens antes de um sismo de magnitude 7,0.
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Animais manifestam estímulos físicos
Os dados revelaram que a frequência de aparições dos bichos começou a declinar três semanas antes do abalo, culminando no desaparecimento quase total de roedores na última semana. Estudos do Instituto Max Planck também identificaram agitação em cães e desorientação em ovelhas 45 minutos antes de tremores na Itália.
Apesar das evidências, a comunidade científica esclarece que não se trata de uma premonição mística, mas de uma resposta a estímulos físicos agudos. Animais possuem sentidos refinados que os permitem detectar as “ondas P” — as primeiras e mais leves ondas de choque de um sismo, imperceptíveis para os humanos.
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Outra hipótese fundamentada aponta que o atrito e o acúmulo de pressão nas placas tectônicas ionizam o ar e liberam gases, gerando perturbações eletromagnéticas captadas por pelos, penas e pelo olfato apurado dos bichos.
Embora o monitoramento sistemático dessas reações ofereça um caminho promissor para o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce, cientistas ressaltam que ainda é complexo distinguir com precisão o que é um comportamento preventivo antecipado e o que representa apenas variações cotidianas normais da vida animal. O risco estaria, por exemplo, em alarmes falsos que poderiam gerar pânico em populações sem que houvesse um real risco.
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