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Autoridades do Irã confirmam mais de 2 mil mortes em protestos

Desde dezembro, país vive uma onda de protestos, enquanto o governo intensifica o bloqueio da internet e enfrenta condenações internacionais

Bandeiras do Irã
Ao mesmo tempo em que anunciou as medidas contra a UE, o Irã autorizou a libertação sob fiança de Erfan Soltani | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O Irã enfrenta um período de intensos protestos desde o final de dezembro, com registros de aproximadamente 2 mil mortes de manifestantes, segundo fonte ligada ao governo, que responsabiliza grupos chamados de “terroristas” pela intensificação dos conflitos. A informação foi publicada nesta terça-feira, 13, pela agência Reuters.

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“O oficial iraniano, falando à Reuters, disse que pessoas que ele chamou de terroristas foram responsáveis ​​pelas mortes de manifestantes e agentes de segurança. O oficial, que pediu para não ser identificado, não forneceu detalhes sobre quem foi morto”, afirmou a agência.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou profunda preocupação nesta terça-feira, 13, ao comentar a repressão crescente. “Esse ciclo de violência não pode continuar”, afirmou Turk, em nota oficial. “O povo iraniano e suas demandas por justiça, igualdade e equidade precisam ser ouvidos.”

Restrição à internet e isolamento internacional do Irã

Protestos no Irã em janeiro de 2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Protestos no Irã em janeiro de 2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais

A organização NetBlocks relatou que o bloqueio do acesso à internet imposto pelo governo iraniano já dura mais de 108 horas. De acordo com entidades de direitos humanos, essa medida visa a impedir que imagens dos protestos circulem internacionalmente.

As manifestações atuais configuram um dos episódios mais desafiadores ao regime teocrático desde 1979. Como resposta, a Espanha convocou o embaixador iraniano, nesta terça-feira, 12, para manifestar repúdio à repressão. Finlândia e Bélgica tomaram providências semelhantes, enquanto os Estados Unidos anunciaram tarifas de 25% sobre transações comerciais com o Irã.

Leia também: “A ditadura sem ditador”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 304 da Revista Oeste

Durante visita à Índia, o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, declarou acreditar que o regime teocrático iraniano está próximo do fim. “Presumo que estejamos agora testemunhando os últimos dias e semanas deste regime”, disse Merz. “Quando um regime só consegue se manter no poder por meio da violência, então ele está, de fato, chegando ao fim. A população agora está se levantando contra esse regime.”

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2 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    O Estado brasileiro,o povo,vão receber sanções por apoiar a teocracia. Esses aiatolás e a doutrina deles é maléfica.Sera que Maomé pregava genocídio? Regime de escravidão? Humilhação das mulheres? Isso não é religião, é meio de exploração

  2. carlos
    carlos

    O governo petista parece estar de acordo com o massacre da população que está protestando no Irã, já que não se manifestou publicamente em nenhum momento, aqui, na ONU ou em outros foruns internacionais, sobre as atrocidades que vem sendo cometidas contra a população civil naquele país.

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