A disputa pela Presidência do Peru ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, 12. Diante da estreita margem que separa os dois candidatos, o esquerdista Roberto Sánchez pediu uma recontagem dos votos registrados em atas eleitorais que ainda podem ser revisadas pelas autoridades do país.
Com 98,323% das urnas apuradas, a conservadora Keiko Fujimori aparecia na liderança, com 50,012% dos votos válidos. A vantagem sobre Sánchez era de apenas 4,3 mil votos, segundo dados divulgados pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe). Os dados são de 22h30 no horário de Brasília.
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Sánchez, em postagem no X, afirmou que a diferença de votos é pequena demais para encerrar a disputa sem uma revisão. O candidato esquerdista também convidou Keiko a aderir ao pedido.
“A diferença atual é tão reduzida que o Peru merece que não fique nenhuma dúvida sobre a vontade expressa nas urnas”, escreveu.
Atas sob análise podem alterar resultado no Peru
Sánchez propôs a realização de uma revisão exaustiva de todas as atas eleitorais que a legislação permita reexaminar, respeitando os procedimentos estabelecidos pelas autoridades eleitorais.
De acordo com o sistema oficial de apuração, apenas nove urnas permaneciam pendentes de contabilização. Outras 1.595 atas estavam classificadas para envio ao Jurado Eleitoral Especial, instância responsável por analisar inconsistências e recursos relacionados à votação.
No Peru, o eleitor vota em cédula de papel, e cada mesa produz uma ata com o resultado da votação. Esses documentos podem ser submetidos à revisão quando surgem divergências numéricas, inconsistências na contagem ou contestações apresentadas pelos partidos.
A Onpe ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o pedido de Sánchez. Assim, não existe determinação para uma recontagem geral, e a apuração segue válida.
O presidente do Jurado Nacional de Eleições, Roberto Rolando Burneo Bermejo, já havia alertado antes do segundo turno que a definição do vencedor poderia demorar devido ao equilíbrio entre os candidatos.
Segundo ele, a análise das atas contestadas é um procedimento demorado e o resultado final pode ser conhecido apenas em meados de julho.
Saiba mais:
Embora as atas sob revisão representem uma fração pequena das cerca de 92,7 mil existentes no sistema eleitoral peruano, a diferença apertada entre os concorrentes faz com que qualquer alteração tenha potencial para influenciar o desfecho da eleição.
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Se fosse Keiko a pedir recontagem, a esquerda não aceitaria e ainda diria que a direita não sabe perder.
JÁ ESTÃO TENTANDO DAR UM GOLPE ATES MESMO DO FIM CONTAGEM…