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Irã envia proposta de diálogo aos EUA via Paquistão

Teerã diz estar disposto a novas rodadas de conversa, mas rejeita imposições de Donald Trump

Bandeira do Irã
Irã abre espaço para futuras negociações de paz | Foto: Reprodução/ X

O Irã apresentou, nesta quinta-feira, 30, uma nova proposta de diálogo aos Estados Unidos (EUA) por meio do Paquistão, país que atua como mediador do conflito.

A apresentação da proposta ocorre em meio à paralisação das conversas e à manutenção de medidas de pressão por ambas as partes, sem previsão, até o momento, de uma nova rodada formal de negociações.

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Segundo informou a agência oficial IRNA, nesta sexta-feira, 1º, “a República Islâmica do Irã entregou na noite de quinta-feira o texto de sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, como mediador nas conversas com os Estados Unidos”.

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Apesar das tentativas, o conflito segue se desenrolando, com os EUA bloqueando a chegada de navios a portos iranianos, enquanto o Teerã mantém o estreito de Ormuz praticamente fechado.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, nesta semana, elevando ainda mais a tensão, ameaçou retomar operações militares contra o Irã.

Washington e Teerã tiveram apenas uma rodada de negociações depois de firmarem, em abril, uma trégua frágil. A guerra teve início com bombardeios realizados por forças norte-americanas e israelenses contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Coluna de fumaça sobre prédios em Teerã, depois de ataques aéreos conduzidos pelos EUA e por Israel | Foto: Majid Asgaripour/Wana/Reuters
Coluna de fumaça sobre prédios em Teerã, depois de ataques aéreos conduzidos pelos EUA e por Israel – 7/3/2026 | Foto: Majid Asgaripour/Wana/Reuters

Irã diz que não aceitará “imposições”

Gholamhossein Mohseni Ejei, chefe do Judiciário iraniano, disse, nesta sexta-feira, que o país está disposto a dialogar com os Estados Unidos, mas não aceitará imposições norte-americanas.

“A República Islâmica nunca renunciou às negociações, mas não aceitamos imposições”, disse, em vídeo divulgado no site do Judiciário. “Não queremos a guerra, nem sua continuidade.”

Ejei ressaltou que o Irã “não abrirá mão de seus princípios e valores diante de um inimigo malicioso”, mesmo com o objetivo de evitar ou encerrar o conflito.

No entanto, o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, na quinta-feira, disse que os Estados Unidos sofreram uma “derrota vergonhosa” no conflito. Ele ainda destacou que, o Irã manterá suas capacidades nuclear e de mísseis como parte do “patrimônio nacional”.

Leia também: “Irã não é Venezuela: por que é mais difícil derrubar o regime dos aiatolás”

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