Por Paulo Faria*
Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, 6, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, procurou vender uma tese dupla sobre o Irã. De um lado, destacou um regime militarmente devastado; de outro, falou em um adversário ainda perigoso por causa da capacidade de agir de forma irregular e imprevisível.
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Trump afirmou que os EUA já neutralizaram a Marinha, a Força Aérea, radares e os sistemas antiaéreos iranianos. Ainda assim, disse que Teerã continua apto a causar dano relevante, sobretudo em áreas críticas, como navegação, logística e infraestrutura estratégica.
Essa formulação é importante porque ajuda Trump a justificar a continuidade da escalada: se o Irã já estivesse completamente inofensivo, a pressão militar perderia argumento. Ao manter a narrativa de “inimigo abatido, mas ainda traiçoeiro”, a Casa Branca sustenta politicamente novas ações e amplia margem para respostas mais duras.
Trump critica vazamento de informações
Um dos momentos mais tensos da coletiva ocorreu quando Trump tratou do vazamento de informações sobre a existência de um segundo militar norte-americano desaparecido em território iraniano. Segundo ele, a revelação pública alterou completamente o ambiente operacional da missão e aumentou drasticamente o risco para o homem, que ainda tentava escapar da captura.
Na versão apresentada pelo presidente dos EUA, o vazamento teria feito o regime do Irã acionar a população local, ampliar buscas e até estimular a captura do militar. Ao comentar o episódio, Trump abandonou qualquer linguagem diplomática e partiu para o confronto direto com a imprensa — e com possíveis dissidentes dentro da estrutura estatal. “Essa pessoa vai para a cadeia se não disser.”
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*Jornalista e advogado. Diretamente de Washington, D.C.






































Só reportagem porcaria