O Irã lançou vários mísseis nesta segunda-feira, 23. As ações se deram contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

A operação militar foi uma retaliação ao ataque dos EUA às instalações nucleares iranianas. Na noite da última sexta-feira, 20, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o “sucesso” de ações contra três estruturas do país persa: Fordow, Natanz e Isfahan.
Receba nossas atualizações
Saiba mais: “Como Israel desmantelou o programa nuclear do Irã“
Nesta segunda-feira, seis mísseis foram lançados em direção ao Catar. Além disso, um míssil foi lançado em direção ao Iraque.
Um porta-voz militar iraniano informou, em um vídeo divulgado nesta segunda-feira, que “pesadas consequências são esperadas” como resposta aos ataques dos EUA.
O porta-voz disse que a decisão norte-americana de entrar na guerra “expande o escopo de alvos legítimos” para as Forças Armadas do Irã.
Saiba mais: “Parlamento do Irã aprova fechamento do Estreito de Ormuz como resposta aos EUA“
“Senhor Trump, o jogador: você pode ter começado esta guerra, mas seremos nós que poremos fim a ela”, disse o porta-voz militar iraniano.
Situação do Catar
Explosões foram ouvidas na capital do Catar, Doha, logo depois do lançamento dos mísseis.
O Catar anunciou o fechamento temporário de seu espaço aéreo devido ao aumento das tensões regionais.
O Ministério das Relações Exteriores do país árabe afirmou que o fechamento faz parte de um conjunto mais amplo de medidas de precaução.
A Base Aérea de Al-Udeid, no Catar, é a maior instalação militar dos EUA no Oriente Médio. Nas últimas semanas, muitas aeronaves e pessoal da base foram evacuados do local e de outras bases norte-americanas na região.
Estados Unidos estão cientes da ameaça do Irã
A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos informaram estar cientes e monitorando de perto as potenciais ameaças à Base Aérea de Al Udeid, no Catar.
O escopo da retaliação iraniana, particularmente o número de baixas, determinará como Trump responderá e se os EUA se aprofundarão mais na guerra de Israel com o Irã.
Saiba mais: “Irã busca apoio da Rússia em meio a ataque dos EUA e tensão no Oriente Médio“
Trump deveria se reunir com sua equipe de segurança nacional na Casa Branca às 13h, no horário de Washington, D. C. (14h, no horário de Brasília), para discutir a crise no Oriente Médio.
O presidente norte-americano ressaltou que qualquer retaliação do Irã “será respondida com uma força muito maior do que a que foi testemunhada” durante o ataque militar dos EUA contra três instalações nucleares iranianas na semana passada.
Saiba mais: “Eliane Cantanhêde pede desculpas depois de dizer que mísseis do Irã ‘não matam ninguém’“
Medvedev evicerata: o pesadelo nuclear do império está desencadeado
A encenação da águia à meia-noite sobre os céus iranianos prometia um espectáculo de choque e pavor, a “obliteração” das instalações nucleares que, como nos garantiram, desarmaria Teerão para sempre. Mas a poeira baixou de forma diferente. Dmitry Medvedev, o feroz cirurgião geopolítico da Rússia, calmamente realizou a autópsia: “A infraestrutura crítica permanece intacta. O enriquecimento continuará. E agora, vários países estão prontos para entregar ao Irão as suas próprias ogivas nucleares.”
Leia entre as linhas cuidadosamente escolhidas de Medvedev e verá não apenas um aviso, mas uma declaração multipolar de independência, que reduz as palhaçadas unilaterais dos Estados Unidos a meros acessos de raiva num palco cada vez menor.
O espectáculo americano do bombardeiro B-2, anunciado como decisivo, foi apenas uma propaganda performática, uma miragem poderosa projectada para aplacar as ansiedades israelitas e apaziguar os egos neoconservadores. O Irão minimizou o ataque, recuperando-se com facilidade e sinalizando que a sua trajectória nuclear permanece inalterada. De facto, o ataque do Império não passou de um acto de desespero.
E então veio Medvedev, brandindo palavras mais afiadas que as destruidoras de bunkers:
“Israel está sob ataque, explosões estão a abalar o país e as pessoas estão em pânico.” Trump, antes aclamado como o “presidente da paz”, agora encontra os seus Estados Unidos enredados em mais um conflito, com uma guerra terrestre iminente e o Prémio Nobel da Paz a ser apenas uma piada. Como brincou Medvedev com sarcasmo letal: “Um óptimo começo, parabéns, Sr. Presidente!”
Lembre-se do Iémen, onde meses de bombardeamentos implacáveis deixaram os houthis não enfraquecidos, mas sim encorajados. Washington e Londres acabaram por implorar por negociações de cessar-fogo mediadas por Omã, forçados a negociar a partir da fraqueza. O Iémen, minúsculo em comparação, tornou-se um padrão humilhante para a impotência ocidental.
Agora, ampliando o Iémen em 100x, temos o Irão. Teerão não é um Estado incipiente, é um Estado-civilização ancestral com mísseis hipersónicos, redes de proxy em expansão e alianças profundas com a Rússia, a China e amigos potencialmente dotados de armas nucleares, prontos para oferecer ajuda atómica.
As implicações da confirmação enigmática de Medvedev são sísmicas. Pela primeira vez reconhecidas abertamente por um peso-pesado global, as transferências nucleares de “terceiros” para o Irão podem em breve tornar obsoleta a exclusividade nuclear ocidental-zione no Médio Oriente. O Sul Global, a Eurásia e até mesmo alguns Estados europeus cautelosos estão a alinhar-se tácita ou abertamente com essa nova realidade, reconhecendo que o domínio unilateral israelo-americano, nuclear ou não, é um artefacto do passado.
Em suma, as aventuras nocturnas do Império inadvertidamente prepararam o cenário para um futuro nuclear multipolar, um futuro que Washington não pode controlar nem ditar. Mas pode agradecer a si mesma por acender o pavio.
Trump, o autoproclamado presidente anti-guerra que prometeu diplomacia em vez de destruição, abraçou agora plenamente o pesadelo neoconservador. As aspirações ao Prémio Nobel da Paz evaporam nas areias do deserto de Natanz, Fordow e Esfahan. Os parabéns irónicos de Medvedev: “Que jeito de começar, Sr. Presidente!”, captam a amarga ironia. O legado de Trump, rotulado como populismo pacifista, alinha-se agora irrevogavelmente ao militarismo imperial.
❗️A mensagem de Medvedev ressoa claramente: as regras do jogo geopolítico mudaram irrevogavelmente. Rússia, Irão e aliados não aceitarão mais ataques unilaterais ou estrangulamento económico silenciosamente. Multipolaridade significa equilíbrio nuclear, equilíbrio estratégico e, em última análise, o fim das pretensões unipolares.
Teerão sobrevive, fortalecida, unida sob uma causa que o Império lhes entregou de bandeja. Entretanto, Tel Aviv recupera-se de vulnerabilidades sem precedentes, com a sua aura outrora poderosa fragmentada por ataques iranianos de precisão, como parte da Operação Promessa Verdadeira 3.
A manobra imprudente do Império, executada com miopia estratégica, saiu pela culatra espectacularmente. Washington, presa em ciclos perpétuos de conflito, enfrenta agora uma ordem multipolar que ajudou a acelerar inadvertidamente.
Medvedev falou. O pesadelo nuclear do Império começou.
Medvedev… Quanta bobagem num só texto. Rússia atolada na Ucrânia. Irã também mostrando que não aguentou 3 dias de guerra contra Israel.
Só faltou dizer que a Coreia do Norte é uma potência econômica e militar que dominará o mundo.
Não é só no Brasil, em Portugal os extremistas de esquerda também são intectualmente desonestos e burros.
As notícias e as narrativas correm juntas velozmente. A base guarda aviões militares norte-americano e também do CATAR! Os americanos já se posicionaram em outro lugar. Ou seja, o Irã atacou o Catar! Invadiu seu espaço aéreo e tentou abater no solo caças do Catar. O Irã está arrumando mais inimigos na região. Só para tua análise econômica: o fechamento do estreito causará muito mais problemas para os vizinhos do Irã do que para a economia mundial, pois os árabes dependem do dinheiro em sua exportaçao de petróleo e gás. Se forem impedidos, terão problemas financeiros. Em princípio, os analistas não registram opiniões sobre o ingress de árabes no conflito, mas contra a Guarda Revolucionária do Irã. E também mostrou que a defesa do CATAR também é boa e não depende tanto da força ameriana para isto.