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Irã perde 60 aeronaves civis durante conflito

Espaço aéreo segue fechado, número de voos comerciais despenca e companhias enfrentam prejuízos crescentes

Restos de um Airbus A319 destruído em março por forças israelenses na pista do Aeroporto Teerã | Foto: Reprodução/X
Restos de um Airbus A319 destruído em março por forças israelenses na pista do Aeroporto Teerã | Foto: Reprodução/X

Passado mais de um mês depois do início dos conflitos contra os EUA e Israel, o Irã registra perdas relevantes em sua aviação comercial. Segundo estimativa da Associação das Companhias Aéreas Iranianas, ao menos 60 aeronaves foram inutilizadas, total ou parcialmente, em decorrência das ofensivas estrangeiras.

O número foi apresentado nesta segunda-feira, 13, e não pôde ser verificado de forma independente. Analistas avaliam que os dados podem estar inflados, mas ainda assim indicam impacto significativo sobre a aviação civil do país. Parte das aeronaves destruídas era composta por jatos comerciais usados no transporte corporativo do governo.

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Conflito reduz fluxo aéreo na região em 80%

Além das perdas físicas, o setor enfrenta forte queda no fluxo aéreo. Com o espaço aéreo iraniano fechado desde o início da escalada militar, voos domésticos foram praticamente suspensos e rotas internacionais foram canceladas. Dados de monitoramento de tráfego indicam redução superior a 80% no movimento de aeronaves sobre o território iraniano, com companhias estrangeiras evitando completamente a região.

O fechamento do espaço aéreo também afetou rotas entre a Europa e a Ásia, que tradicionalmente utilizam corredores sobre o Irã. Com a necessidade de desvios, o tempo de voo aumentou e os custos com combustível subiram, pressionando companhias internacionais. Aeroportos importantes, como o de Teerã, operam apenas com voos humanitários, militares e autorizações especiais.

Leia também: “O Irã e o rude despertar da Europa”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 317 da Revista Oeste

O impacto econômico se estende às empresas locais, que enfrentam perda de receitas, dificuldades logísticas e paralisação de parte da frota. Autoridades iranianas afirmam que avaliam medidas emergenciais para manter o setor funcionando, mas admitem que a normalização depende da reabertura do espaço aéreo e da redução das hostilidades.

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