O Irã prendeu mais de 3,6 mil pessoas por acusações relacionadas à guerra contra Estados Unidos e Israel, segundo a organização não governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR) e a agência de notícias AFP. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 21.
As acusações incluem compartilhamento de vídeos com veículos de comunicação sediados no exterior e uso ou posse de terminais de internet via satélite, como o Starlink.
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A IHR, com sede na Noruega, afirma que o número representa um mínimo. A entidade baseia a estimativa em relatos da imprensa estatal e em investigação própria. Segundo a ONG, as restrições de internet na república islâmica dificultam a apuração, e o total de detenções pode ser ainda maior.
ONG cita suspeita de espionagem a favor dos Estados Unidos
As autoridades iranianas atribuíram aos detidos acusações como espionagem, contato com serviços de inteligência estrangeiros e envio de imagens ou coordenadas de locais considerados sensíveis.
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A repressão também atingiu usuários e distribuidores de terminais Starlink, utilizados para contornar bloqueios de internet, além de suspeitos de ligação com grupos monarquistas.
A IHR afirma que mais de 100 ativistas da sociedade civil estão entre os detidos. O grupo inclui a advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh, presa no início de abril. A ativista Narges Mohammadi permanece detida desde dezembro, segundo a organização.
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Também nesta terça-feira, o Irã executou por enforcamento um homem identificado como Amir Ali Mirjafari. A Justiça iraniana o condenou por colaborar com Israel e os Estados Unidos, além de ajudar a incendiar uma mesquita em Teerã. O Poder Judiciário do Irã divulgou as informações.
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