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Irã: protestos contra regime islâmico resultam em milhares de mortos e repressão brutal

Mesmo passados mais de 30 dias, ainda é difícil mensurar a real dimensão do massacre

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Regime dos aiatolás agora está perseguindo quem participou dos recentes protestos que abalaram o Irã | Foto: Reprodução/Shutterstock

Uma onda de protestos tomou conta das ruas do Irã em 8 de janeiro, quando milhares de pessoas exigiram o fim do regime islâmico autoritário. Dois dias depois, o país mergulhou em silêncio digital e repressão, com milhares de manifestantes mortos em um curto período.

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Pessoas que presenciaram os confrontos descreveram ao The Wall Street Journal como o movimento, inicialmente pacífico, rapidamente se transformou em cenas de violência e terror. Os relatos desses participantes, apoiados por vídeos verificados e análises de especialistas em armamentos, detalham a escalada dos conflitos em apenas 48 horas. O documentário completo está no site do jornal, disponível para assinantes.

Ameaças externas e impacto internacional

Mesmo passados mais de 30 dias, ainda é difícil mensurar a real dimensão do massacre. A resposta violenta do governo iraniano aos protestos foi o que levou o então presidente Donald Trump a ameaçar uma ofensiva no início de janeiro. Ele afirmou, em rede social, que caso forças iranianas matassem manifestantes, “os Estados Unidos da América iriam resgatá-los”.

Segundo os entrevistados, as declarações de Trump estimularam o comparecimento às ruas em 8 de janeiro. “As pessoas diziam que, desta vez, não poderiam matar manifestantes, porque a América apoiaria os protestos”, afirmou Mahyar, estudante que participou em Qaem Shahr.

Repressão e estratégias de sobrevivência no Irã

No entanto, a expectativa por apoio internacional não se concretizou. O grupo Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, confirmou a morte de pelo menos 6,5 mil manifestantes desde o fim de dezembro. Ativistas acreditam que o número de vítimas possa chegar a dezenas de milhares.

Por temer rastreamento, muitos manifestantes evitaram levar celulares aos protestos. Quem registrou imagens apagou os arquivos, diante do risco de revistas pelos agentes de segurança. Os vídeos e os depoimentos que vieram a público foram compartilhados por redes privadas virtuais ou conexões ilegais via satélite.

“Espero que, na próxima vez, eu veja um Irã livre”, disse Mahyar ao The Wall Street Journal.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Conheço uma iraniana há mais de 45 anos que foi para os EUA estudar. Depois descobri que a intenção dela era ficar por lá. Se casou, ganhou cidadania e nunca mais tocou no assunto Irã.

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    LULA DISSE QUE ISSO É UMA AÇÃO TOTALMENTE DEMOCRÁTICA !
    É TUDO INTRIGA E CULPA DO BOLSONARO !

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