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Israel ataca o sul do Líbano e mantém tropas na região

Bombardeios atingiram a província de Nabatieh; Netanyahu rejeita retirada militar, apesar de acordo entre EUA e Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/X
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/X

As forças israelenses realizaram novos ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira, 17. Aviões de Israel bombardearam a área de Nabatieh al-Fawqa e os arredores de Kfar Tebnit, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA). O governo israelense afirma que visa integrantes do grupo terrorista Hezbollah, apoiado pelo Irã.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), um drone explosivo do Hezbollah detonou no sul do Líbano, ferindo quatro soldados israelenses, e um segundo drone detonou, sem seguida, ferindo outro militar. “O Hezbollah continua espalhando o terror pelo sul do Líbano, ameaçando nossos civis e nossos soldados”, disseram as FDI nas redes sociais.

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O ataque do Hamas e a resposta de Israel ocorreram apesar o acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Nesta terça-feira, 16, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, precisava “ser mais responsável em relação ao Líbano”.

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Os mediadores do Paquistão afirmam que o acordo entre EUA e Irã inclui o Líbano. Apesar do documento, Netanyahu garantiu a permanência das tropas israelenses no sul do Líbano.

Israel mantém militares em território libanês

Israel mantém uma zona de segurança no sul do Líbano desde o início da ofensiva contra o Hezbollah. O Irã, no entanto, exige a saída dos soldados israelenses como condição para o entendimento com os EUA.

Leia também: “Veja detalhes do acordo entre os EUA e o Irã”

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou a permanência das tropas. A decisão contesta a estratégia de Trump para encerrar o conflito. Já Netanyahu justifica que Israel não participou das negociações de Trump e que, por isso, o país seguirá seus próprios interesses de segurança.

O premiê também priorizou o bloqueio ao programa nuclear de Teerã. “Com um acordo ou sem um acordo, continuaremos fazendo o que for necessário para impedir que o Irã obtenha armas nucleares”, declarou. “Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá.”

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