Israel levou a guerra a uma nova fronteira nesta quarta-feira, 18, ao atingir alvos navais iranianos no Mar Cáspio, uma distância mais ampla nesta guerra, até então fora do alcance direto das operações. A ofensiva marca um avanço estratégico na pressão contra Teerã.
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Explosões foram registradas em Bandar Anzali, porto localizado a cerca de 260 quilômetros da capital iraniana. A cidade abriga uma instalação central da estrutura naval do país. De acordo com o Axios, o ataque mirou mais de cinco embarcações.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram as ações no norte do Irã, mas evitaram detalhar os alvos específicos. Em comunicado, informaram que a operação, chamada Leão Rugidor, representa a primeira incursão naquela área, conduzida a partir de informações de inteligência integradas entre diferentes braços das Forças Armadas. Novos dados devem ser divulgados posteriormente.
Horas antes, o ministro da Defesa, Israel Katz, já havia sinalizado uma escalada. Segundo ele, o dia traria movimentos relevantes em múltiplas frentes, com impacto direto no confronto com Irã e Hezbollah. Um relatório sobre a ofensiva seria apresentado ao gabinete ainda na mesma noite.
A distância do alvo, cerca de 1,3 mil quilômetros de Israel, evidencia o alcance da ação. Para a Marinha iraniana, o efeito tende a ser significativo, especialmente após perdas acumuladas em episódios anteriores envolvendo forças dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump chegou a afirmar, em diferentes momentos, que a estrutura naval iraniana havia sido praticamente desmantelada.
Objetivos dos ataques de Israel
Ataques tão distantes têm também função de dissuasão. Fica implícita a mensagem de que nenhuma área do Irã está fora de alcance. As embarcações fariam parte da Marinha iraniana baseada em Bandar Anzali, no Mar Cáspio. Trata-se de uma estrutura relevante da chamada Frota do Norte do Irã.
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Os navios são ativos de projeção de poder, vigilância e logística. Atacá-los reduz capacidade operacional. Na estratégia de Israel, entre outros objetivos, está minar a integração da logística iraniana entre suas forças, inclusive a Guarda Revolucionária.
Estes tipos de perdas navais afetam o sistema militar como um todo, não só o mar.
Além disso, o Mar Cáspio, cercado por Rússia, Cazaquistão, Azerbaijão e Turcomenistão, tem peso estratégico para o Irã. Um relatório da Marinha norte-americana, de 2017, considera Bandar Anzali a sede do comando da Frota do Norte, responsável pelas operações na região.
Depois do encerramento da guerra de 12 dias entre Irã e Israel, no ano passado, forças navais da Guarda Revolucionária Islâmica participaram de exercícios conjuntos com a Marinha russa no Cáspio. Segundo comunicado oficial, a iniciativa buscou reforçar a segurança regional e ampliar a cooperação entre os dois países.
Mais recentemente, a área também foi palco de ações ligadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Em dezembro, o serviço de segurança ucraniano (SBU) declarou ter atacado, com drones, duas plataformas russas de petróleo na região, identificadas como Filanovsky e Korchagin, ambas pertencentes à Lukoil.
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Porrada nos terroristas