Equipes da Cruz Vermelha e do Egito receberam autorização de Israel para ingressar na Faixa de Gaza e buscar corpos de reféns em áreas além da chamada “linha amarela”, onde as forças israelenses recuaram. A medida foi anunciada neste domingo, 26, por um porta-voz do governo de Benjamin Netanyahu, conforme confirmado pela agência Reuters.
O procedimento ocorre em meio ao cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos, que prevê o envio de tropas de uma coalizão composta majoritariamente por países árabes e muçulmanos ao território palestino. Apesar desse arranjo, Netanyahu declarou oposição à participação da Turquia.
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“Deixamos claro com relação às forças internacionais que Israel determinará quais forças são inaceitáveis para nós”, afirmou o premiê israelense, segundo a Reuters. Netanyahu declarou que o país, “como um Estado soberano, determinará sua política de segurança e com quais forças estrangeiras trabalhar”.

ONU cobra Israel por apoio humanitário aos civis de Gaza
A Corte Internacional de Justiça, braço das Organização das Nações Unidas (ONU), destacou na quarta-feira 22, que Israel precisa garantir atendimento às necessidades básicas dos civis palestinos em Gaza.
O parecer atende a um pedido da ONU para esclarecer atribuições de Tel Aviv perante organismos internacionais e estipula que Israel não pode recorrer à fome como “método de guerra”, devendo colaborar com operações humanitárias, incluindo aquelas coordenadas pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente.
Segundo o escritório humanitário da ONU, cerca de 45% das 8 mil missões de socorro solicitadas para Gaza desde 2023 foram barradas ou negadas por Israel. Esse cenário se intensifica diante da crise humanitária provocada pelos confrontos armados e pela instabilidade do cessar-fogo patrocinado pelos Estados Unidos.

Pelo acordo de paz, está prevista a entrada diária de 600 caminhões com suprimentos em Gaza, onde grande parte dos 2 milhões de habitantes se encontra desalojada. Israel já acusou o grupo terrorista Hamas de desviar parte dessa ajuda e justifica as restrições como forma de pressão sobre a facção.
“Nós controlamos nossa própria segurança e deixamos claro às forças internacionais que Israel decidirá quais forças são inaceitáveis para nós — e é assim que agimos e continuaremos a agir”, tratou o primeiro-ministro israelense no início da reunião de gabinete, neste domingo, 26.








































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