O centro de Beirute registrou uma escalada dos bombardeios israelenses nesta quarta-feira, 18, com ataques que resultaram em pelo menos dez mortos e a destruição total de um edifício de dez andares, conforme informações oficiais do Líbano, em meio à terceira semana do conflito entre Israel e o Hezbollah.
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Os ataques ocorreram em sequência ao longo de oito horas, atingindo três bairros próximos ao centro da capital e à sede do governo libanês. Entre as vítimas está Mohammad Sherri, executivo da Al Manar TV, canal do Hezbollah, que comandava programas políticos, segundo confirmação do próprio canal.
Relatos de moradores e alvos dos bombardeios
No bairro de Bashura, um dos locais bombardeados depois de aviso prévio, o prédio atingido ficou reduzido a destroços. “Eram 4 da manhã, estávamos dormindo”, relatou Sarah Saleh, 29, à AFP. “Fugimos de pijama e fomos para uma praça no centro da cidade.”
Já nos bairros vizinhos, os ataques aconteceram sem alertas prévios. Um dos edifícios atingidos abrigava uma filial da empresa financeira Al-Qard Al-Hasan, ligada ao Hezbollah. Segundo comunicado militar israelense, foram “atingidos ativos” dessa instituição, assim como membros do Hezbollah pela cidade, sem detalhar os locais exatos.
Contexto do conflito e ofensiva israelense
O Hezbollah integra o chamado “Eixo da Resistência”, uma aliança de grupos armados anti-Israel organizada pelo Irã desde os anos 1980. O grupo intensificou sua participação no conflito ao atacar Israel em resposta às ações conjuntas de Washington e Tel-Aviv contra o regime iraniano.
Em reação, Israel ampliou a ofensiva com bombardeios aéreos no sul, no leste e na capital libanesa, além de realizar operações terrestres de escala reduzida no sul do Líbano, onde o Hezbollah mantém forte presença histórica.
Impacto humanitário e apelo internacional
Dados das autoridades locais revelam que ao menos 912 pessoas morreram nos ataques em território libanês, incluindo 111 crianças, e mais de 1 milhão de moradores foram obrigados a deixar suas casas, representando quase 20% da população do país.
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De acordo com a Unicef, o conflito já feriu ou matou diariamente o equivalente a uma turma escolar de crianças desde o início das hostilidades, afetando drasticamente o cotidiano infantil. O Ministério da Saúde do Líbano informa que 111 crianças foram mortas e 334 ficaram feridas em ataques desde 2 de março, o que corresponde a quase 30 crianças por dia.
“É como se uma sala de aula de crianças fosse morta ou ferida todos os dias desde o início da guerra no Líbano”, afirmou Ted Chaiban, vice-diretor-executivo da Unicef, em entrevista nesta terça-feira, 17, à Reuters. “Eles pagaram um preço terrível. E a primeira coisa que pedimos é uma desescalada, uma solução política para esta guerra.”






































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