As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram nesta quinta-feira, 16, a morte do general Muhammad Abd Al-Karim al-Ghamari. Ele ocupava o cargo de chefe do Estado-Maior do grupo terrorista Houthi, no Iêmen.
“Nomeado em 2016, al-Ghamari desempenhou um papel central na construção de sistemas de mísseis do Houthi e infraestrutura de produção de armas, treinado pelo Hezbollah e pelo IRGC (Corpo de Guardas da Revolução Islâmica)”, diz trecho do comunicado de Israel.
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Segundo o grupo terrorista, Ghamari morreu “enquanto cumpria seus deveres”, mas não atribuiu diretamente a autoria a Israel. Mesmo assim, os houthis afirmaram que o confronto com Tel-Aviv continua. “Israel receberá sua punição dissuasiva pelos crimes que cometeu.”
Ghamari estava na mira do Exército judeu desde agosto. Naquele mês, as FDI bombardearam Sanaa, capital do Iêmen. O ataque matou ministros e autoridades militares ligadas ao grupo, incluindo o então premiê houthi, Ahmad Ghaleb al-Rahwi.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, confirmou que Ghamari era o principal alvo da operação. Nesta quinta-feira, o atual ministro, Israel Katz, comemorou a morte do general. “Morreu devido aos ferimentos, juntando-se assim aos seus companheiros frustrados no eixo do mal nas profundezas do inferno”, ressaltou. “Faremos o mesmo contra qualquer ameaça no futuro também.”
Israel sofre ataques e responde com bombardeios
Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, os houthis intensificaram os ataques contra Israel. Disparam drones, mísseis e foguetes em apoio ao Hamas. O Exército interceptou a maioria das ofensivas. No entanto, um drone lançado no fim de setembro atingiu a cidade turística de Eilat, no sul do Estado judeu, e deixou 20 feridos.
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O governo respondeu com bombardeios a regiões controladas pelos houthis. As forças israelenses têm como alvo áreas estratégicas da costa do Mar Vermelho, incluindo portos e centros logísticos.
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