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Israel volta a realizar ataque em Beirute depois de cinco meses

Objetivo foi atingir o número dois do grupo terrorista Hezbollah, grupo terrorista que tem se rearmado no país

Israel bombardeio Beirute Dahiyeh
Dahiyeh é considerado um reduto do Hezbollah | Foto: Israel Hayom/Redes sociais

Israel bombardeou, neste domingo, 23, o apartamento em Beirute usado por Haytham Ali Tabataba’i, também identificado como Ali Tabtabai, o número dois do grupo terrorista Hezbollah e responsável pela reconstrução militar da organização.

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Segundo a mídia israelense, o ataque mais intenso desde o início da trégua definida em 27 de novembro de 2024. A ofensiva reacende o risco de rompimento completo do frágil cessar-fogo mantido entre Israel e a milícia apoiada pelo Irã.

O bombardeio ocorreu em Dahiyeh, reduto tradicional do Hezbollah no sul da capital libanesa, e marcou a primeira ação israelense em Beirute em cinco meses.

“Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um ataque preciso contra um importante terrorista do Hezbollah em Beirute”, relataram as FDI.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou em comunicado que “o primeiro-ministro Netanyahu ordenou o ataque por recomendação do ministro da Defesa e do chefe do Estado-Maior. Israel está determinado a agir para alcançar seus objetivos em qualquer lugar e a qualquer momento”.

Fontes médicas libanesas informaram à Reuters que pelo menos duas dezenas de pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região. O alvo era um apartamento mantido de maneira discreta pelo comandante, que utilizava o local como base. O destino de Tabataba’i ainda não foi confirmado.

O governo israelense considera que a operação buscou neutralizar o dirigente responsável pela expansão e pelo rearmamento da milícia xiita. Pouco depois de o ataque ocorrer, foi divulgado outro comunicado:

“Há pouco tempo, no coração de Beirute, as Forças de Defesa de Israel atacaram o chefe do Estado-Maior do Hezbollah, que vinha liderando a expansão e o rearmamento da organização terrorista”.

O cessar-fogo de novembro de 2024 foi negociado pelos Estados Unidos (EUA) e pela França. O acordo determinava que as Forças Armadas do Líbano assumissem o controle do sul e desmobilizassem grupos armados não estatais, em cumprimento à Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

Israel acusa governo do Líbano

Israel acusa o governo libanês e o Exército nacional de falharem nessa missão, permitindo que o Hezbollah reconstruísse posições próximas à Linha Azul, transportasse armas pela fronteira com a Síria e restabelecesse sua infraestrutura.

Para autoridades israelenses, essa falha é o centro do acúmulo de tensões. A presença de uma milícia fortemente armada na fronteira norte é vista Israel como uma ameaça intolerável.

Leia mais: “Israel elimina terrorista do Hamas no Líbano”

A operação também gerou atritos diplomáticos. Fontes dos EUA disseram à imprensa internacional que foram informadas sobre os ataques enquanto eles aconteciam, versão que contrasta com a de autoridades israelenses que sustentavam ter notificado Washington com antecedência. A divergência provocou novo ruído entre os dois governos, segundo a mídia israelense.

Em meio às disputas, Netanyahu rejeitou a ideia de que Israel necessite de autorização externa para agir militarmente. Ele declarou: “Toda a conversa de que devemos receber aprovações para isso de uma fonte ou outra é simplesmente uma mentira absoluta”.

Em seguida completou: “Nós operamos independentemente de qualquer pessoa. Ações imediatas para impedir ataques são tomadas automaticamente pelas FDI”.

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