Japão e Coreia do Sul avaliam se vão atender ao pedido do presidente dos Estados Unidos Donald Trump para enviar navios de escolta ao Estreito de Hormuz, fechado pelo Irã.
A medida busca garantir a passagem de embarcações no canal, estratégico para o transporte de petróleo. Até agora, nenhum dos dois países anunciou decisão.
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A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou nesta segunda-feira, 16, ao Parlamento que ainda não há definição sobre o envio de escoltas. “Continuamos a analisar o que o Japão pode fazer de forma independente e o que pode ser feito dentro da estrutura legal”, declarou.
Takaichi viaja nesta semana para Washington para um encontro com Trump, quando o tema deve ser discutido. A premiê disse que pretende defender a necessidade de uma “desescalada rápida” na região.
Outros países também avaliam pedido de Trump
O gabinete do presidente da Coreia do Sul informou que o governo está avaliando o pedido dos Estados Unidos. Em nota divulgada no domingo 15, o governo afirmou que manterá contato com Washington antes de tomar uma decisão.
“Manteremos contato próximo com os EUA e tomaremos uma decisão após análise cuidadosa”, diz o comunicado.
A Austrália também respondeu ao pedido de Washington e afirmou que não pretende enviar embarcações militares para a região. A ministra Catherine King disse à emissora estatal ABC que o país não recebeu solicitação formal para contribuir com escoltas.
As respostas ocorrem depois de Trump pressionar aliados a enviarem navios de guerra para manter a rota aberta.
Estreito de Hormuz continua fechado
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que países que recebem petróleo pelo Estreito de Hormuz deveriam ajudar a manter a passagem aberta. Ele citou China, Japão, Coreia do Sul, França e Reino Unido como possíveis participantes da operação.
As declarações ocorreram depois de o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmar à AFP que diversos países procuraram Teerã para negociar passagem segura de navios.
O estreito permanece fechado desde o início do mês, quando a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o bloqueio e ameaçou atacar embarcações que cruzarem a região. O fechamento afeta principalmente países asiáticos, principais compradores do petróleo transportado pela rota.
A commodity ultrapassou US$ 100 na quinta-feira 12 e chegou a cerca de US$ 106 nas primeiras horas desta segunda-feira.
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