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Japão instala mísseis de longo alcance voltados para a China

Autoridades chinesas acusam o país de violar acordos internacionais

Governo da China chegou a acusar o Japão de 'violar acordo internacional' | Foto: Reprodução/Redes sociais
As tensões aumentaram depois que a primeira‑ministra japonesa declarou apoio a grupos separatistas de Taiwan | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Japão implementou, nesta terça-feira, 31, seu primeiro míssil de longo alcance. Militares instalaram os artefatos em um acampamento localizado em Kumamoto, no sudoeste do país. A província fica voltada para o Mar da China Oriental, que separa o arquipélago da China.

O míssil Tipo-12 modernizado tem um alcance de cerca de mil quilômetros, um aumento significativo em relação ao alcance de 200 quilômetros do original. Isso lhe permite atingir alvos localizados em Xangai, centro financeiro da China.

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A Mitsubishi Heavy Industries, empresa japonesa de defesa e tecnologia, desenvolveu e produziu os equipamentos. A iniciativa integra o plano de modernização militar do governo, que busca fortalecer a capacidade de resposta diante de ameaças externas.

Declaração oficial

Segundo o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, a instalação representa um avanço significativo no sistema de defesa nacional. Segundo ele, o Japão “enfrenta o ambiente de segurança mais severo e complexo do pós‑guerra” e, por isso, considera extremamente importante ampliar o alcance e a eficácia de seus armamentos.

Nesta quarta‑feira, 1º, a porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que os mísseis extrapolam o escopo da autodefesa.

“Isso reflete, mais uma vez, que as forças de direita no Japão estão impulsionando a política de segurança em uma direção ofensiva e expansionista, e que o ‘novo tipo de militarismo’ japonês ameaça a paz e a estabilidade regional”, declarou a porta-voz da pasta chinesa. “A comunidade internacional deve estar extremamente vigilante.”

Tensões entre Japão e China

A decisão ocorre em meio a tensões crescentes no Indo‑Pacífico, especialmente nas relações com a China.

A relação entre os dois países teve uma derrocada depois de uma declaração da primeira ministra japonesa, Sanae Takaichi que afirmou que ajudaria o governo de Taiwan em um confronto contra a China.

Os Estados Unidos pressionam o Japão a ampliar sua participação na segurança regional, e o governo japonês reforça seu arsenal como parte de uma estratégia de contenção e alinhamento com aliados ocidentais.

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