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Jornal demite repórter ‘cancelado’ por redação

Embora tenha pedido desculpas por falas consideradas racistas, Donald McNeil Jr. perdeu o emprego no 'New York Times'
Colegas de profissão exigiram a saída do jornalista
Colegas de profissão exigiram a saída do jornalista | Foto: Divulgação/The New York Times

Há 45 anos no New York Times (NYT), o repórter Donald McNeil Jr. foi demitido da empresa por falas consideradas racistas. Entre outros trabalhos relevantes, o profissional era referência na cobertura do surto de covid-19. Isso porque reportagem do jornal Daily Beast garante que McNeil ofendeu negros e teceu comentários sexistas durante uma viagem a trabalho ao Peru, em 2019, com estudantes. Os alunos relataram aos pais que o jornalista usou termos como nigger, segundo a publicação. Além disso, ele não teria concordado com a expressão “supremacia branca”.

Após a matéria vir à tona, McNeil formalizou um pedido de desculpas à direção do NYT justificando que não agira de maneira odiosa — o documento interno vazou ao Daily Beast. “Autorizei uma investigação e concluí que as observações eram ofensivas e que McNeil demonstrou um julgamento extremamente pobre, mas não me pareceu que suas intenções fossem odiosas ou maliciosas”, comunicou o editor-executivo do NYT, Dean Baquet. Contudo, 150 funcionários do jornal pediram a cabeça de McNeil, até que a companhia o desligou na sexta-feira 5.

Em carta, os signatários afirmam que as desculpas de McNeil não têm valor e que intenções de escolha de palavras são “irrelevantes”, porque “o que importa é como um ato faz as vítimas se sentirem”. “Nos sentimos indignados, com dor e desrespeitados”, acrescentam os jornalistas da redação, ao pedirem ao NYT que estude como os “preconceitos raciais afetam as propostas e a edição do veículo e que reiterem o compromisso com as políticas existentes de não discriminação e antiassédio”. Ao deixar o NYT, McNeil publicou uma despedida.

Leia também: “O ‘cancelamento’ contra a arte”, artigo de Bruno Garschagen publicado na Edição 30 da Revista Oeste 

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4 comentários

  1. Palavras ao vento valem mais hoje do que a conduta de uma vida. Não importa sua trajetória, os seus valores, se os ativistas da esquerda conseguirem desencavar uma piadinha homofóbica que você contou na quinta série, eles não hesitam em te aniquilar – em nome do amor e da empatia.

    Sobre o outrora glorioso New York Times, não é a toa que hoje tem muito menos assinantes que o Epoch Times.

  2. o objetivo desses “ativistas” é claro, acabar com a liberdade de opinião através do medo, medo de ser demitido, medo de ser cancelado, etc. estamos caminhando a passos largos para a ditadura das minorias.

  3. Jornalistazinhos estúpidos e imunizados cognitivamente (pior ainda são os donos do ora jornaleco), são instrumentos de algo que eles nem sequer imaginam. Ao final, se atingida a consecução do plano em andamento e feito por quem move os cordéis, serão simplesmente jogados no lixo.

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