O jornalista de direita Tommy Robinson foi absolvido da acusação de terrorismo depois de se recusar a fornecer a senha do celular à polícia, em julho de 2024. O ex-líder do grupo anti-islâmico English Defence League, cujo nome real é Stephen Yaxley-Lennon, foi parado por agentes no Eurotúnel de Folkestone, enquanto dirigia o Bentley de um amigo rumo a Benidorm, na Espanha.
Robinson se negou a revelar o código do aparelho, alegando que o telefone continha material jornalístico confidencial. O juiz Sam Goozee afirmou não ter certeza de que a abordagem policial havia sido legal.
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“Não posso ignorar a possibilidade de que foram suas convicções políticas o principal motivo para a abordagem”, disse Goozee.
A detenção ocorreu com base na Lei Antiterrorismo de 2000, que permite à polícia interrogar pessoas em portos britânicos para verificar eventuais ligações com terrorismo.
Durante o interrogatório, Robinson respondeu: “Nem pensar, irmão… é meu trabalho, sou jornalista.” O advogado Alisdair Williamson KC alegou que a ação foi politicamente motivada, dizendo que o policial responsável agiu com base em reconhecimento pessoal.
Jornalista de direita teve a ajuda de Elon Musk

O juiz criticou a conduta dos agentes, observando que eles não lembravam das perguntas feitas durante a abordagem de 40 minutos e tampouco registraram os motivos para selecionar Robinson. “A ação deu a impressão de uma decisão arbitrária baseada em quem você é”, afirmou Goozee, antes de concluir: “Não posso condená-lo”.
A absolvição foi comemorada por apoiadores no Tribunal de Westminster. Antes da audiência, Robinson havia dito que Elon Musk pagou suas despesas legais. Depois do veredito, voltou a agradecer:
“Serei eternamente grato. Se você não tivesse bancado minha defesa, provavelmente eu estaria preso.”
A plataforma X divulgou nota que celebra a absolvição de Tommy Robinson e afirma sentir orgulho por ter financiado sua defesa legal. No comunicado, a empresa classificou a decisão judicial como uma “importante vitória para a liberdade de expressão” no Reino Unido e criticou a forma como o ativista foi enquadrado na Lei Antiterrorismo.
A X declarou ainda que Robinson foi alvo de perseguição por suas opiniões políticas e reiterou que continuará “defendendo o direito à liberdade de expressão” diante do que chamou de tentativas de silenciar cidadãos por suas publicações nas redes sociais.
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