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Jornalistas americanos da Reuters fazem greve pela primeira vez em décadas

Mais de 300 profissionais trabalham para a agência britânica nos Estados Unidos
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Paralisação de jornalistas nesta quinta-feira em frente ao The Dallas Morning News
Paralisação de jornalistas nesta quinta-feira em frente ao The Dallas Morning News | Foto: Reprodução/Twitter

Pela primeira vez em mais de 30 anos, jornalistas americanos da agência britânica de notícias Reuters, a maior do mundo, fizeram greve. Em comunicado no Twitter, o sindicato que representa os mais de 300 jornalistas americanos que trabalham para a agência afirmou que se trata de uma paralisação por 24 horas, a partir da manhã desta quinta-feira, 4.

“Mais de 300 jornalistas nos Estados Unidos estão parando de trabalhar hoje para uma paralisação de 24 horas. Não tomamos essa decisão de ânimo leve, mas estamos preparados para nos valer de todos os nossos direitos legais para garantir o contrato que merecemos”, diz a publicação.

A greve de um dia é uma resposta às “lentas negociações” salariais em andamento, entre a Reuters e o NewsGuild, sindicato que representa os jornalistas americanos de sete sucursais nos Estados Unidos.  A empresa ofereceu reajuste de 1%, índice rejeitado pela categoria porque, conforme um comunicado do sindicato, “significaria efetivamente um corte salarial, dado o aumento do custo de vida”.

O NewsGuild alega que o acordo coletivo de trabalho expirou há quase 20 meses e ainda não houve uma proposta razoável pela agência de notícias. Ainda de acordo com o comunicado, o sindicato apresentou uma acusação de prática trabalhista injusta ao Conselho Nacional de Relações Trabalhistas na segunda-feira 1º.

Em comunicado aos clientes, no qual informava sobre a paralisação desta quinta-feira, a conforme noticiado pelo site Axios, a Reuters garantiu que “continuará a oferecer uma gama, amplitude e qualidade de serviço incomparáveis, pois reforçamos nosso compromisso com a excelência e o valor jornalísticos”. Também mencionou “planos de contingência para minimizar essa breve interrupção”.

A Reuters afirmou, ainda, que “está totalmente comprometida com negociações construtivas com o NewsGuild enquanto trabalhamos para uma resolução de contrato para nossos funcionários do sindicato dos EUA”. A paralisação ocorreu no mesmo dia da publicação do relatório de lucros trimestrais da Reuters, que superou as expectativas dos analistas de Wall Street sobre lucros e elevou sua previsão de receita para o ano inteiro.

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