O Departamento de Justiça dos Estados Unidos começou uma ação judicial contra o Estado de Minnesota. O órgão questionou a obrigatoriedade de políticas baseadas em políticas woke em todas as agências estaduais.
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A ação destaca que as práticas violam a legislação federal ao exigirem que decisões de contratação considerem critérios de diversidade racial e de gênero.
O programa estabelecido por Minnesota orienta órgãos públicos a balancear a composição ao levar em conta sexo e raça. Para a procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, “tomar decisões de contratação com base em características imutáveis é discriminação, e o governo Trump não tolera políticas desse tipo”.
Impacto das decisões judiciais dos Estados Unidos
A chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, Harmeet K. Dhillon, afirmou que a Suprema Corte norte-americana já proibiu o uso de critérios raciais em admissões universitárias.
Segundo Harmeet, o processo contra Minnesota representa o próximo passo lógico. “O Título VII protege todas as pessoas contra discriminação por raça e sexo no emprego”, explicou. “Não existe exceção que permita discriminar quem não é considerado ‘sub-representado’.”

O procurador Daniel N. Rosen, do Distrito de Minnesota, também criticou as autoridades estaduais. “Os habitantes de Minnesota já viram seus líderes permitirem que criminosos levassem mais de US$ 1 bilhão dos pagadores de impostos”, afirmou. “Agora observam os mesmos líderes usando o poder para rotular candidatos a empregos como pertencentes à raça ou sexo ‘errados’ de forma sistemática e ilegal.”
As consequências das políticas woke
A ação, protocolada no Tribunal Federal de Minnesota, sustenta que as exigências do programa de ação afirmativa discriminam, limitam e classificam trabalhadores e candidatos a vagas com base em critérios de raça e sexo. O texto da petição ainda argumenta que, por se tratar de um processo de soma zero, conceder preferência a determinados grupos implica discriminar outros.
Leia mais: “O declínio da agenda woke“, reportagem publicada na Edição 239 da Revista Oeste
O governo dos EUA afirma que decisões anteriores da Suprema Corte, que permitiam considerar raça e sexo em contratações para cargos historicamente segregados, não condizem mais com a legislação vigente e com novas decisões do próprio tribunal.
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