O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está abrigado em um bunker subterrâneo em Teerã diante da avaliação de um risco crescente de um possível ataque dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo site independente Iran International, que cita duas fontes próximas ao governo iraniano, no último sábado, 24.
Segundo a publicação, o local é uma instalação fortificada com túneis interligados. O site afirma ainda que Masoud Khamenei, terceiro filho do aiatolá, passou a assumir as responsabilidades cotidianas do gabinete do líder supremo e atua como principal canal de comunicação com os órgãos executivos do regime.
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O isolamento ocorre em meio ao aumento da pressão militar dos EUA. Segundo a agência Reuters, um porta-aviões norte-americano com mísseis guiados, o USS Abraham Lincoln, chegou ao Oriente Médio nos últimos dias para ampliar a capacidade de Washington de realizar ações militares contra o Irã. O presidente Donald Trump afirmou que uma “armada” segue em direção ao país, embora tenha dito esperar que não seja necessário utilizá-la.
O isolamento de Khamenei em instalações subterrâneas já havia sido relatado anteriormente pela imprensa internacional. Em junho de 2025, o jornal norte-americano New York Times informou que o líder supremo se abrigou em um bunker durante ataques israelenses e chegou a indicar possíveis sucessores para cargos militares e para o próprio posto, diante do temor de assassinato.

Khamenei ordena forças de segurança a “atirarem para matar”
Antes de se isolar, Khamenei havia determinado uma repressão ampla às manifestações que se espalharam pelo Irã no começo de janeiro. Segundo o Times, o líder supremo ordenou ao Conselho Supremo de Segurança Nacional que esmagasse os protestos “por todos os meios necessários”.
Fontes relataram ao jornal que a diretriz incluiu ordens para que forças de segurança atirassem para matar e não demonstrassem misericórdia durante as operações. Vídeos e relatos de testemunhas e de profissionais de saúde colhidos pela reportagem mostram o uso de munição real contra manifestantes em diversas cidades do país.
A relatora especial da Organização das Nações Unidas para o Irã, Mai Sato, estima entre 60 mil e 80 mil mortos durante a repressão aos protestos. O regime iraniano, por sua vez, reconheceu oficialmente a morte de cerca de 5 mil civis.
Leia também: “Festival de terror”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 237 da Revista Oeste









































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