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Líder supremo do Irã chama Israel de 'cachorro na coleira' dos EUA e promete retaliação

O aiatolá Ali Khamenei afirma que não retomará negociações nucleares sem garantias contra ofensivas militares

Iatolá Ali Khamenei, líder iraniano: falas desproporcionais aos fatos | Foto: Reprodução/Twitter/X
O líder supremo do Irã disse que é capaz de fazer um ataque ainda mais forte do que os já ocorridos | Foto: Reprodução/Twitter/X

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou, nesta quarta-feira, 16, que Israel é um “tumor cancerígeno” e um “cachorro na coleira” dos Estados Unidos. “O fato de que nossa nação está pronta para enfrentar o poder dos EUA e seu cachorro na coleira, o regime sionista [Israel], é algo muito louvável”, disse Khamenei.

Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, ele declarou que o país está preparado para responder a novas ofensivas israelenses. Também disse que é capaz de realizar um ataque ainda mais forte do que o ocorrido durante o recente conflito com Tel-Aviv.

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Os ataques começaram em 13 de junho, quando o primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, bombardeou instalações nucleares e militares iranianas. O governo disse que Teerã estava próximo de desenvolver uma arma nuclear.

O Irã, por sua vez, respondeu com mísseis contra Israel. Durante 12 dias de conflito, os EUA bombardearam três instalações nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan. Um cessar-fogo intermediado pelos norte-americanos foi anunciado no fim de junho.

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Nesta terça-feira, 15, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não tem pressa em negociar. Apesar disso, o governo norte-americano, em conjunto com França, Reino Unido e Alemanha, estabeleceu o final de agosto como prazo para um possível acordo.

Parlamento do Irã impõe condições para diálogo com os EUA

Também nesta quarta-feira, o Parlamento do Irã divulgou um comunicado em que afirma que o país não deve retomar as negociações nucleares com os EUA até que haja garantias de que não ocorrerão novos ataques.

“Quando os EUA usam as negociações como uma ferramenta para enganar o Irã e encobrir um ataque militar repentino do regime sionista [Israel], não é possível conduzir as conversas como antes”, diz o texto.

Saiba mais: “Ataques de Israel ao Irã frustram frustram planos da Turquia”

Segundo os parlamentares, qualquer nova rodada de diálogo depende do cumprimento prévio dessas condições. Antes da guerra, os dois países realizaram cinco rodadas de negociações indiretas mediadas por Omã. Os encontros, porém, travaram diante da exigência norte-americana de que o Irã suspendesse o enriquecimento de urânio no território.

O Irã nega a intenção de produzir uma bomba atômica e diz que o programa nuclear tem fins pacíficos. Por outro lado, a Agência Internacional de Energia Atômica, vinculada à Organização das Nações Unidas, confirma que Teerã enriquece urânio em níveis acima dos necessários para geração de energia elétrica.

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