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Khamenei reaparece para rejeitar diálogo com EUA: 'Nossos problemas são insolúveis'

Líder radical islâmico voltou a utilizar o tom de ameaça e apelou por unidade da população do Irã, depois dos ataques em junho

Ali Khamenei Irã rejeita EUA
Ali Khamenei, líder supremo do Irã | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em sua primeira aparição depois de três semanas de silêncio, o aiatolá Ali Khamenei descartou qualquer aproximação com os Estados Unidos (EUA) ao afirmar: “Nossos problemas são insolúveis”. O discurso contra Washington voltou a dominar a cena em Teerã, cujo governo ainda está abalado com os ataques sofridos em junho por Israel e complementados pelos EUA..

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A reaparição pública ocorreu neste domingo, 24. O retorno do líder radical acontece em meio a pressões externas. Em junho, Israel lançou uma série de ataques que atingiram de forma significativa o programa nuclear do Irã. Instalações em Natanz, Esfahan e Arak sofreram danos graves.

Em Natanz, a usina-piloto que operava com centrífugas avançadas foi destruída na superfície e teve o fornecimento de energia interrompido, comprometendo também operações subterrâneas.

Em Esfahan, prédios ligados à conversão de urânio, à produção de metal e à fabricação de combustível nuclear foram atingidos. Já em Arak, um reator de água pesada em construção foi alvo de bombardeios, embora não houvesse material nuclear ativo no local. Os EUA contribuíram no último dia da ofensiva

Khamenei quer recuperar prestígio com a população do Irã

Relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica e do Departamento de Defesa dos EUA revelaram que os prejuízos foram substanciais, mas não irreversíveis. Parte das capacidades técnicas ainda pode ser restabelecida, segundo as instituições.

Leia mais: “Aiatolá Khamenei diz que venceu Israel”

Nessa tentativa de reconstrução, principalmente da imagem, Khamenei voltou a utilizar o tom de ameaça. Além de rejeitar negociações diretas, ele apelou à população iraniana para que mantenha a unidade.

A mensagem, aparentemente, foi dirigida às potências ocidentais, em especial Washington. Mas tinha como principal alvo o público interno, em um momento de fragilidade política, que Khamenei tenta reverter a todo custo.

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