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Líbano aprova plano dos EUA para desarmar Hezbollah

Segundo o ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, o Gabinete aprovou os objetivos da proposta, sem entrar nos detalhes

O presidente dos EUA, Donald Trump, na Cúpula Vencendo a Corrida da IA, em Washington DC, EUA - 23/7/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters
O enviado do presidente Donald Trump, Tom Barrack, apresentou o plano durante reunião do gabinete libanês nesta quinta-feira 7 | Foto: Kent Nishimura/Reuters

O Líbano aprovou um plano dos EUA para desarmar o Hezbollah até dezembro deste ano. O enviado do presidente Donald Trump, Tom Barrack, apresentou o plano durante reunião do Gabinete libanês nesta quinta-feira 7.

O documento apresentado propõe não apenas o desarmamento do grupo terrorista, mas também prevê o encerramento das operações militares de Israel no território libanês e a retirada das tropas israelenses de cinco áreas no sul do país.

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Segundo o ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, o Gabinete aprovou os objetivos da proposta, sem entrar nos detalhes.

“Não discutimos os detalhes ou componentes da proposta dos EUA”, afirmou Morcos à agência Reuters, nesta sexta-feira, 8. “Nossa discussão e decisão se limitaram aos objetivos.”

Pontos principais da proposta e primeiras reações

Entre os pontos apresentados, o plano prevê a retirada gradual de forças armadas não estatais, como o Hezbollah, o envio de tropas libanesas para áreas estratégicas e a delimitação permanente das fronteiras com Israel e Síria.

A proposta também inclui a libertação de prisioneiros por meio de negociações indiretas e a entrega do controle de armas ao Estado.

O Departamento de Estado dos EUA declarou que apoia a decisão do Líbano de encarregar as Forças Armadas Libanesas de centralizar todas as armas sob controle estatal.

O governo e o Ministério da Defesa de Israel não comentaram o assunto. O Hezbollah não se pronunciou oficialmente, mas três fontes políticas informaram à Reuters que ministros ligados ao grupo e seus aliados xiitas deixaram a reunião em protesto contra a discussão da proposta.

Leia também: “Macron brinca com fogo ao reconhecer Estado Palestino”, artigo de Brendan O’Neill publicado na Edição 282 da Revista Oeste

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à TV estatal iraniana que tentativas de desarmar o Hezbollah não são inéditas e destacou que a decisão final cabe ao próprio grupo.

“Apoiamos, mas não interferimos nas decisões deles”, afirmou Araghchi.

O conflito entre Hezbollah e Israel intensificou-se em outubro de 2023, quando o grupo terrorista abriu fogo contra posições israelenses, em solidariedade ao Hamas, no início da guerra em Gaza.

O plano dos EUA visa a consolidar e prolongar o cessar-fogo firmado em novembro do mesmo ano.

EUA quer urgência na execução do plano

O documento destaca a urgência do plano diante de queixas sobre violações do cessar-fogo por Israel, incluindo ataques aéreos e operações transfronteiriças. O texto alerta para o risco de colapso do atual equilíbrio, considerado frágil.

A primeira fase exige que o governo libanês publique um decreto em até 15 dias comprometendo-se com o desarmamento total do Hezbollah até 31 de dezembro de 2025.

Nesse período, Israel deverá suspender todas as operações militares terrestres, aéreas e marítimas.

Na segunda fase, o Líbano terá 60 dias para começar a executar o plano de desarmamento, aprovando um cronograma detalhado de envio do Exército para apoiar a medida.

Nessa etapa, Israel deve iniciar a retirada das posições no sul. Além disso, prisioneiros libaneses sob custódia israelense deverão ser libertados em cooperação com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

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Durante a terceira fase, prevista para até 90 dias, Israel terá de deixar as duas últimas posições restantes. Também serão liberados recursos para remoção de escombros e início da reconstrução da infraestrutura libanesa.

Na etapa final, dentro de 120 dias, o Hezbollah deverá entregar todo seu armamento pesado, incluindo mísseis e drones.

Ao mesmo tempo, Estados Unidos, Arábia Saudita, França, Catar e outros países aliados vão organizar uma conferência econômica para apoiar a recuperação do Líbano e implementar a visão do presidente Trump de um país próspero e estável.

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