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Lockdown: Xangai começa a cercar prédios contra covid

As medidas severas de restrição estão afetando o centro econômico mais importante do país
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Conteinêres parados no Porto de Xangai, na China
Conteinêres parados no Porto de Xangai, na China | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governo de Xangai, na China, decidiu erguer cercas do lado de fora de prédios residenciais para reforçar o lockdown e tentar impedir a disseminação da covid-19.

As restrições confinaram em casa grande parte dos 25 milhões de habitantes da cidade mais populosa da China e centro econômico mais importante do país.

Imagens de trabalhadores selando entradas de prédios e fechando ruas com cercas viralizaram nas redes sociais. Em um vídeo, moradores aparecem gritando das varandas com trabalhadores; em outro, tentam derrubar as cercas.

Em Pequim, será exigido que todos que moram ou trabalham na área do maior distrito façam três testes de covid nesta semana. No sábado 23, a capital chinesa registrou 22 novos casos de covid.

Medidas restritivas afetam o comércio internacional

A política “zero covid” adotada pelo Partido Comunista da China está afetando o comércio internacional. A cidade de Xangai é uma das mais prejudicadas pelo aumento no número de casos da variante Ômicron e pelas severas restrições adotadas no país.

Xangai se transformou na última década no maior porto do mundo em termos de movimentação de cargas. No entanto, segundo o portal de notícias da BBC, agora, está sofrendo com uma redução de 30% na produtividade.

Em parte, o problema se deve à imposição do governo chinês para que boa parte dos habitantes retorne ao confinamento observado no início da pandemia.

A medida tem gerado carência de mão de obra nas atividades portuárias, resultando, por sua vez, em milhares de contêineres se acumulando e aumento no tempo que navios cargueiros precisam esperar para ser carregados.

De acordo com a Câmara de Comércio da União Europeia, houve redução entre 40% e 50% no número de caminhões disponíveis em Xangai com o lockdown.

A Maersk, maior empresa de transporte marítimo do mundo, também divulgou um comunicado avisando seus clientes que “vários navios vão pular o Porto de Xangai, na China, em suas rotas”.

Leia também: “A mídia brasileira não tem interesse em falar a verdade sobre a China”, reportagem de Paula Leal publicada na edição 88 da Revista Oeste

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