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Lockdown e máscaras não reduziram mortes por covid-19, mostra estudo

Levantamento publicado na revista The Lancet sugere que essas políticas podem ser associadas a menores taxas de infecção

Covid
Estudo da The Lancet teve como foco os Estados Unidos | Foto: Reprodução/Pixabay

As políticas de confinamento e o uso de máscaras não contribuíram para a redução de mortes por covid-19 nos Estados Unidos, mostra estudo publicado na revista científica The Lancet. Segundo o levantamento, apenas as vacinas podem ser associadas a taxas mais baixas de mortalidade.

Em contrapartida, as políticas de confinamento, o uso de máscaras e as vacinas podem ser associados a menores taxas de infecção. O levantamento sugere que o Estado com o nível mais baixo de uso de máscara (Wyoming) poderia ter resultados melhores se adotasse essa política com a mesma intensidade que o Havaí, Estado com o nível mais alto de uso de máscara. A taxa de infecção reduziria 38%, de acordo com os pesquisadores.

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Mas não para aí. Se o Estado de Dakota do Sul — com o menor nível de confinamento — aplicasse essa mesma política restritiva como a Califórnia, onde houve o maior nível, as taxas de infecção reduziriam 37%.

O Estado do Alabama, com o menor número de pessoas vacinadas por dia, poderia ter menores taxas de infecção (-35%) se vacinasse como Vermount, Estado com o maior número de pessoas vacinadas por dia. Também haveria 35% de redução nas mortes.

A covid-19 e o fracasso do lockdown

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Os lockdowns também foram impostos no Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Em março de 2020, para tentar conter o aumento de casos de coronavírus no Brasil, prefeitos e governadores decidiram fechar as escolas, proibir a abertura de bares e restaurantes, impedir o funcionamento de academias de ginástica e salões de beleza e restringir o máximo possível a circulação de pessoas”, escreveram Branca Nunes e Paula Leal, em 29 de junho de 2021, em reportagem publicada na Edição 45 da Revista Oeste. “Passados dez meses, para tentar conter o aumento de casos de coronavírus no Brasil, prefeitos e governadores decidiram fechar as escolas, proibir a abertura de bares e restaurantes, impedir o funcionamento de academias de ginástica e salões de beleza e restringir o máximo possível a circulação de pessoas.”

Uma frase atribuída a Albert Einstein diz que “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Nada resume com mais precisão a atitude de governantes que insistem em decretar medidas drásticas de isolamento social — o chamado lockdown — para controlar a expansão da pandemia. A realidade informa que elas não foram bem-sucedidas antes. Também não o serão agora.

O assinante pode ler a reportagem completa ao clicar neste link.

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3 comentários
  1. MARLIN MUNHÓS AMBROZI
    MARLIN MUNHÓS AMBROZI

    Está pesquisa não me faz acreditar no resultado. Reduzir pessoas em circulação, também reduz pessoas contaminadas circulando e contaminando; é uma questão lógica. A contaminação foi reduzida com a vacinação massiva da população. Tudo lógica

    1. Leandro Aron Sangali
      Leandro Aron Sangali

      Errado, não é esta a questão, e sim a de que lockdowns supostamente salvariam vidas, a pesquisa diz que diminui o número de contágios (o que está de acordo com a sua argumentação), mas não o de mortes, uma vez que o vírus é altamente contágio, que as pessoas não podem ficar indefinidamente em casa, que “serviços essenciais” não param e que em algum momento as pessoas precisam recorrer a supermercados, o vírus continua existido, mais cedo ou mais tarde uma pessoa que possivelmente iria a óbito pelo vírus terá contato com o mesmo e irá falecer.

    2. Paulo Bertazzi
      Paulo Bertazzi

      9% da população mundial foi infectada. Não é mais lógico isolar só os infectados, como sempre fez a humanidade? Lockdown é uma novidade sugerida por uma adolescente, filha de um grandão da OMS. Não haveria o brake down econômico que fudeu o mundo inteiro, inclusive causando a depressão e o suicídio de milhares de pessoas.

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